Entidade ligada ao PT tem sigilos quebrados pela justiça
Portal Terra
BRASÍLIA - O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que a quebra do sigilo bancário, financeiro e fiscal do Instituto Florestan Fernandes, ligado ao PT, deve acontecer por período amplo e irrestrito, segundo o jornal Estado de S.Paulo.
O julgamento sobre o período da quebra teria começado há duas semanas e concluído com o voto do desembargador Marrey Uint, da 3ª Câmara de Direito Público. O Instituto é investigado por supostos favorecimentos em subcontratações da gestão Marta Suplicy (PT) na prefeitura de São Paulo, entre 2001 e 2004.
Segundo a reportagem, a Promotoria pretende rastrear R$ 12,8 milhões repassados à entidade, que poderiam ter sido repassados ao PT. O instituto encerrou suas atividades em agosto de 2009.
Os desembargadores decidiram pela abertura total dos dados relativos à entidade, desde o início das atividades. O instituto afirmou à reportagem que não teme a quebra do sigilo. A ex-prefeita Marta Suplicy não se manifestou sobre o caso desde o início do julgamento. O desembargador Uint teria afirmado em sua decisão que a leitura indica que os fatos sobre a fraude e o uso de dinheiro público são concretos, respaldados por documentos, e que não é possível contestar a ligação de Marta com a entidade pois ela foi fundadora e presidente do Instituto Florestan Fernandes.
