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Alagamentos geram confronto em São Paulo

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SÃO PAULO - Cerca de 200 manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar e com a Guarda Civil Metropolitana na tarde de segunda-feira durante protesto contra os alagamentos que atingem ao menos sete bairros da zona leste de São Paulo. A manifestação foi realizada em frente ao prédio da prefeitura, no centro da cidade.

De acordo com a polícia, o conflito ocorreu porque os manifestantes se recusaram a respeitar o cordão de isolamento imposto pela polícia. Até o início da noite de segunda-feira, a polícia não tinha maiores informações sobre feridos ou detidos, mas para controlar os manifestantes os policiais usaram cassetetes e gás de pimenta.

Houve um acirramento da tensão e nesse momento foi necessário dispersar os manifestantes justificou o Major Marcos Rangel Torres, da PM.

Segundo o vereador José Américo (PT), entre os agredidos estavam o deputado federal Carlos Zarattini e o vereador José Ferreira, o Zelão (PT). Américo afirma que pretende entrar com uma representação contra o major Torres, comandante da operação, por incompetência e insensibilidade em relação ao protesto .

Colocaram uma pessoa totalmente despreparada para lidar com uma manifestação onde já se sabia que as pessoas estariam exaltadas criticou o vereador.

O comandante negou que tenha dado ordem para que fossem usados cassetetes e gás de pimenta, mas admitiu o uso isolado de armas não letais para conter o tumulto.

Se houve exagero, isso será apurado pela Polícia Militar prometeu.

A zona leste da capital paulista está em estado de calamidade pública desde a semana passada devido aos alagamentos. Para o protesto de segunda-feora, moradores levaram garrafas com água da enchente e despejaram em frente ao prédio da prefeitura. Os manifestantes usam nariz de palhaço, buzinas e exibiram cartazes de protesto.

Uma comissão formada por cerca de 20 representantes dos manifestantes foi recebida pela Secretaria de Relações Institucionais da prefeitura e apresentou suas reivindicações, entre elas abertura da barragem da Penha do rio Tietê, para escoar a água, indenização pelos prejuízos e moradia imediata para as famílias atingidas. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) não participou do encontro.

As chuvas causaram problemas em todo o Estado de São Paulo. De acordo com o último balanço da Defesa Civil, 46 cidades estão em situação de emergência e 74 pessoas morreram. Além disso, mais de 27 mil pessoas já tiveram que deixar as suas casas.

É mais fácil sairmos da Zona Leste do que o prefeito descer para falar com a gente? questionou Jackson Camilo, morador do Jardim Pantanal. Segundo o homem, as únicas medidas imediatas adotadas pela prefeitura foram a retirada de entulhos das ruas e o decreto de calamidade pública. (Com agências)