Polícia: adolescente tenta estupro e põe fogo em casa em GO
Márcio Leijoto , Portal Terra
GOINIA - Um adolescente de 13 anos foi autuado na noite de segunda-feira em flagrante por roubo, estupro e tentativa de homicídio por suspeita de render uma dona de casa em uma residência no Jardim Curitiba, região norte de Goiânia. Ele foi apreendido enquanto observava tranquilamente os bombeiros apagando o incêndio na casa da vítima, que teria sido provocado por ele.
Segundo a polícia, o jovem entrou na casa pelo muro e encontrou a vítima, de 26 anos, lavando roupa. Ele teria rendido ela com uma faca e a levado para o quarto, quando, segundo a polícia, tentou estuprá-la.
De acordo com a delegada Maura Kunyo, adjunta da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), o adolescente acuou quando a vítima começou a gritar frases religiosas. Segundo relato da jovem, o garoto, que aparentava nervosismo, amarrou as mãos e os pés dela com fita adesiva e a levou até a cozinha. Lá, abriu o registro do botijão de gás e foi para o quarto, onde ateou fogo no colchão.
Ao perceber que ele havia deixado a casa, a vítima soltou os braços e, com uma faca, cortou a fita adesiva que prendia os pés. Correu para a rua e chamou os bombeiros. Quando saiu da residência, encontrou o suspeito, parado na calçada, observando o fogo se espalhar, ao lado de outros vizinhos curiosos.
"Ele ficou lá como se nada tivesse feito. A moça ficou com medo, mas quando os bombeiros e os policiais chegaram. Como o menor continuava ali, ela tomou coragem e falou que foi ele quem cometeu o crime", disse a delegada.
O jovem havia levado da casa duas máquinas fotográgicas digitais, uma calculadora, um relógio e um boneco do piu-piu. Tudo foi encontrado em uma sacola plástica abandonada em um terreno baldio. Quase toda a casa foi queimada.
O adolescente contou à polícia que estava passando pela casa quando dois homens se aproximaram e ofereceram um celular se ele roubasse tudo que havia na casa. "Não convenceu porque ele só pegou coisa sem importância. Não dá para saber o que levou esse menino a fazer isso. Ele não tinha passagem pela polícia, era uma criança normal."
O crime deixou a vizinhança revoltada, levando a delegada a querer a internação do jovem não só pelas infrações que ele cometeu como também pelo risco de vida que ele corre. "A família dele não tem condições de garantir sua segurança. E o crime deixou todo mundo revoltado. Não precisa ser parente da vítima, os vizinhos que se sentiram violentados pela brutalidade do crime, podem querer eliminar a ameaça", disse.
O futuro do adolescente será determinado ainda nesta semana pelo Juizado da Infância e Juventude.
