Correnteza derruba ponte no Rio Grande do Sul
Jornal do Brasil
BRASÍLIA - Uma ponte sobre o Rio Jacuí, no Rio Grande do Sul, na rodovia que liga os municípios de Agudo e Restinga, desabou terça-feira de manhã após ter a estrutura danificada devido à correnteza forte. A estimativa da Brigada Militar do Rio Grande do Sul é de que havia entre 20 e 25 pessoas na ponte no momento do desabamento. De acordo com a corporação, 11 pessoas foram resgatadas com vida, e a estimativa é que pelo menos outras cinco pessoas permanecem desaparecidas. Entre os desaparecidos está o vice-prefeito de Agudo, Hilberto Boeck. Informações preliminares apontavam que sete pessoas teriam morrido, mas os bombeiros não confirmaram a existência de vítimas.
As buscas pelos desaparecidos foram intensificadas ao longo do dia de terça-feira, mas foram interrompidas à noite. O trabalho foi dificultado pela persistência da forte correnteza do Rio Jacuí. Quatro helicópteros, oito barcos e cerca de 55 homens trabalharam nas buscas.
A ponte tinha aproximadamente 300 metros, sendo que destes cerca de 100 metros desabaram. No momento da queda, várias pessoas estavam aglomeradas na ponte para ver o grande volume de águas e a forte correnteza do Rio Jacuí, consequências das chuvas que castigaram a região nos últimos dias. A ponte estava interditada para o tráfego de veículos desde a tarde de segunda-feira em razão do transbordamento do Rio Jacuí.
Para garantir a segurança dos moradores da região, que continuaram indo ao local para saber de notícias sobre as vítimas e também por curiosidade, 60 militares tiveram que ser mobilizados para isolar a área. Hilberto Boeck, vice-prefeito de Agudo e coordenador da Defesa Civil da cidade, estaria no local para fazer fotos do volume e da força da água do rio. Ele pretendia decretar situação de calamidade pública ainda terça-feira.
O governo do Rio Grande do Sul informou terça-feira, por meio de nota, que acompanha a situação no município de Agudo e que a prioridade era resgatar todos os que estavam no local no momento do desabamento da ponte, De acordo com o comunicado, tudo o que pode ser colocado à disposição da população está sendo oferecido.
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, pediu apoio ao Exército, à Marinha e à Aeronáutica. Acompanhada de secretários, Yeda sobrevoou os municípios atingidos pelas fortes chuvas, incluindo Agudo. De acordo com a assessoria de imprensa do governo, Yeda recomendou à população que evite passar por áreas de enchentes. Ela também adiantou que já está analisando como será feita a reconstrução da ponte.
O secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, solicitou terça-feira o envio de duas Unidades de Terapia Intensiva móveis que estavam em Santa Cruz do Sul para ajudar no atendimento às vítimas do desabamento da ponte. Segundo a Defesa Civil estadual, pelo menos 35 municípios foram afetados pela chuva que atinge o estado. Duas pessoas já morreram, nos municípios de Espumoso e Candelária. Mais de mil estão desabrigadas. (Com agências)
