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MPF vai investigar se aluna da Uniban teve direito à defesa

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Portal Terra

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal em São Paulo instaurou inquérito civil público para apurar as circunstâncias da sindicância que resultou nas conclusões que levaram a Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) a expulsar da instituição a estudante de Turismo Geisy Arruda da instituição. Segundo o MPF, a medida também investigará se a universitária teve direito á defesa e se a Uniban agiu de forma discriminatória.

No dia 22 de outubro, a estudante teve que sair escoltada pela polícia após ser insultada por um grande número de universitários dentro do campus da Uniban de São Bernardo do Campo. As imagens da confusão foram gravadas por universitários e postadas no site YouTube no mesmo dia. A Uniban informou, em um comunicado pago publicado em jornais de domingo, ter decidido expulsar Geisy "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade".

De acordo com o procurador regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, que conduz a investigação, o objetivo do inquérito é investigar se foi adotado o devido processo legal e respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa.

Dias explicou que o inquérito foi instaurado depois de divulgado que a aluna teria sido expulsa da universidade sem poder se defender.

- O que se espera de uma universidade é que ela tenha condições de formar cidadãos. No presente caso, é bastante preocupante a postura da Uniban, que pode indicar que ela não está preocupada com essa formação integral. Além disso, aparentemente, a vítima foi transformada em 'culpada' sem que tivesse a condição de expor a sua versão dos fatos - disse.