Jornal do Brasil

Domingo, 22 de Outubro de 2017

País

Presidente do STF denuncia: vazar grampos pela PF é prática do governo

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Portal Terra

BRASÍLIA - O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), denunciou que a prática de a Polícia Federal vazar informações sigilosas de inquéritos foi adotada no governo Lula. Ele disse ainda que essa conduta foi orientada por uma "decisão política". As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

As afirmações de Mendes foram uma resposta às declarações do ministro da Justiça, Tarso Genro, que, na terça-feira, disse que o sigilo de Justiça "praticamente terminou no país", ao comentar a divulgação pela imprensa de conversas entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o filho dele, Fernando Sarney e a neta do presidente do Senado, Maria Beatriz Sarney, grampeados na Operação Boi Barrica da PF.

Tarso disse ainda que depois da aprovação de lei que permite ao investigado ter acesso ao processo, o sigilo da investigação acabou. Diante disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou no STF um pedido de explicações a Tarso, por entender que suas afirmações atingiram diretamente a atuação dos advogados.

Mendes afirmou, por sua vez, que no modelo anterior à aprovação de lei, mesmo com o inquérito sendo puramente sigiloso,os vazamentos já existiam. - Aí não se pode dizer que era culpa dos advogados. Os advogados não tinham acesso. A Polícia Federal durante todo o governo Lula praticou com grande tranquilidade a prática do vazamento - disse, segundo o jornal.

O presidente do STF fez também menção a Paulo Lacerda, ex-diretor geral da PF. - Eu acho que é até uma marca da gestão Paulo Lacerda na PF. Era o vazamento, até vazamento para dadas emissoras de televisão - afirmou. Lacerda foi diretor-geral da PF de 2003 a 2007, período no qual as investigações da Operação Satiagraha começaram.

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