Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

País - Opinião

Que a rapidez na prisão de Garotinho sirva de exemplo

Jornal do Brasil

O país se estarrece diante da rapidez da justiça de Campos dos Goytacazes em prender o ex-governador Anthony Garotinho. A diligente velocidade do Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Ralph Manhães, da 100º Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, em cumprimento da lei em função da suposta irregularidade na Operação Chequinho, é um exemplo a uma pequena parte da magistratura que não tem a mesma agilidade em prender delinquentes em operações de checões. Fundamentalmente contra os supostos delinquentes que o ex-governador Garotinho vinha denunciando em seu programa na Rádio Tupi.

A rapidez estarrece ainda mais diante das corrupções de bilhões que atingem mais de 20 milhões de desempregados, atingem a saúde pública, a segurança e a tranquilidade do pais. Deveria ser feita uma verificação na evolução patrimonial de determinados políticos com a mesma rapidez com que o senhor juiz Ralph Manhães agiu. Políticos que, em menos de 20 anos, transformaram suas certidões de renda de alguns mil reais para alguns milhões de reais. Seria facílimo. Mais fácil ainda contra esses envolvidos nessas corrupções que vêm sendo denunciados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

Esse senhor preso hoje, se cometeu tantos delitos como é acusado, por outro lado não ostenta nenhum tipo de enriquecimento. Seus filhos atuam em empregos modestos, os apartamentos são de comprovada categoria de classe média e não se conhece coleção de joias de sua mulher, nem viagens ao exterior permanentes.

Mas nossa obrigação é acreditar na justiça.

Todos nós torcemos. O país inteiro, fundamentalmente o que sofre, inclusive mais ainda os que foram atingidos por esse tufão não só da facção do ex-governador Sérgio Cabral, como os de corruptos e corruptores. 

Estamos falando daqueles que já estão envolvidos e presos, mas nos envergonhamos quando vimos muitos dessas facções soltos, indo morar em Portugal, outros indo para São Paulo criar redutos de corrupção, que com certeza não vingarão.

Não se entende também porque uma delinquência, tão importante para ser punida com prisão, mereça a domiciliar. Não se discute a sentença, só se aconselha ao Doutor juiz a acompanhar esta prisão domiciliar para que não aconteça o que vem acontecendo com os outros que roubaram bilhões - diferente deste "chequinho" - e que ainda vão para suas luxuosas residências saborear charutos Cohiba cuja unidade, dependendo do calibre, não custa menos R$ 100. Ou ainda alugam apartamentos magníficos em São Paulo, que possuem casas no exterior, mas que só deverão ser presos realmente quando atuarem em "operações chequinhos".

Que este Excelentíssimo Doutor Juiz também não permita que Garotinho mande comprar drinques em restaurantes sofisticados das suas redondezas, como acontece com delinquentes que, apesar dos bens bloqueados, misteriosamente ainda conseguem manter altíssimo padrão de vida.

Sabe-se que a facção de Sérgio Cabral está comemorando muito a prisão de Garotinho. Afinal, terão paz durante o tempo em que esse senhor estiver fora de seu programa na Rádio Tupi, onde fazia graves denúncias contra este grupo.

Tags: ex-governador, garotinho, justiça, prisão, rio

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