Jornal do Brasil

Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

País - Opinião

Que país é este?

Jornal do Brasil

Pobre de um país em que o presidente da República é denunciado por um subalterno, que o acusa de corrupção e não é demitido, nem se abre inquérito contra ele. 

Vale lembrar que a destituição de um procurador-geral da República pelo presidente da República está prevista no inciso 2º do II parágrafo do artigo 128 da Constituição Federal, e deve ser precedida pela autorização do Senado: "A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal."

O país, estarrecido, assiste pela TV às denuncias que, se forem verdadeiras, deixam claro que o presidente merece ser preso; e se não forem verdadeiras, não se sabe por que o procurador-geral da República não está sendo processado, nem preso. 

Pobre de um país em que os governantes de estado e representantes de empresa roubam, e o povo que assiste ao roubo está desempregado. Os corruptos ladrões e os ladrões corruptores ou ficam em casa fumando charutos Cohiba - que valem cada um R$ 150 - ou vão passear no estrangeiro, comprando casas com os milhões de dólares que roubaram do povo desempregado, sem hospital, sem segurança, sem trabalho e sem casa.

Pobre do país onde se ouve, dentro dos salões da própria justiça, declaração de roubo de um ladrão que destruiu o país e que acabou com seu povo. 

Pobre do país em que seu comandante é agredido por uma representante de um parlamento, no cargo de primeiro-ministro, e não responde às agressões. 

A figura do presidente de um país, quando eleito pelo povo, é a figura do povo. Pobre de um país em que o presidente se justifica quando deveria mandar prender, se tem razão ao afirmar que as injúrias e calúnias não cabem a ele. E ao seu lado rodeiam parlamentares que também responderão por estarem delatados na justiça.

Pobre de um país onde os economistas, de dentro e de fora, não preveem mais futuro, têm a certeza de que o presente pode ser perpetuar e que, se se perpetuar, as instituições correrão risco. 

Pobre de um país onde, se seu presidente cair, 1/3 ou mais dos eleitores que escolherão o novo presidente respondem a processo. O povo não ficará feliz ao ver um presidente escolhido por eleitores acusados na justiça.

Tags: acusação, brasil, crise, denúncia, janot, pgr, temer

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