Jornal do Brasil

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

País - Opinião

Eleição: pesquisa sobre rejeição no Rio levanta questionamentos

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A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17) leva a reflexões observadas por analistas, especialmente no que diz respeito às eleições no Rio de Janeiro. De acordo com a Datafolha, importante instituto que, pelo seu prestígio, presta serviço até para consultas no exterior, a rejeição de candidatos aponta os seguintes números: Anthony Garotinho - 39%; Luiz Fernando Pezão - 19%; Lindberg Farias - 17%; Marcelo Crivella - 16%; Ney Nunes - 10%; Tarcísio Motta - 10%; Dayse Oliveira - 9%.

A soma destes percentuais chega a 120% - um percentual curioso, já que segundo ele necessariamente os eleitores apontaram mais de um candidato quando responderam em quem não votariam "de jeito nenhum" no primeiro turno, mas ao mesmo tempo, segundo analistas, é um percentual pequeno se todos os eleitores consultados tiveram a oportunidade de apontar mais de um candidato.

Outra questão que remete a reflexões de especialistas é o fato de esta pergunta ser feita aos eleitores levando-se em consideração o primeiro turno das eleições. Qual sua validade para mapearmos os rumos de uma eleição? Se esta pergunta fosse feita nas projeções para o segundo turno, ficaria claro qual o candidato beneficiado pela rejeição ao outro. Mas no primeiro turno, a rejeição de vários eleitores a um mesmo candidato não mostra quem estaria realmente sendo beneficiado, já que um eleitor pode rejeitar vários candidatos, mas só pode votar em um. Alguns candidatos podem aparecer com elevado percentual de rejeição, mas isso não traduz a realidade do resultado das eleições, segundo analistas.

Tags: percentual, pesquisa, rejeição, Rio, voto

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