Jornal do Brasil

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

País - Opinião

A farsa de Eduardo Paes

Jornal do Brasil

O jogo combinado para inglês, ou para criança acreditar. A dignidade do inglês e a ingenuidade da criança é que podem permitir a um incauto imaginar que o eleitor pode acreditar neste tipo de jogada baixa. 

A declaração do prefeito Eduardo Paes em dizer que vai apoiar Luiz Fernando Pezão sem apoiar Aécio Neves não devia ser feita, pois subestima a inteligência do Planalto ou daqueles que assessoram a Presidenta Dilma Rousseff em assuntos políticos. 

Eduardo Paes
Eduardo Paes

Se Paes quer mesmo dar uma resposta a esse apoio de Cesar Maia, que ele chulamente apelidou de "bacanal político", deveria - se fosse honesta esta manifestação de solidariedade à Dilma - não apoiar Pezão e Dilma pois, no momento em que Paes pede voto para Pezão, o grupo dissidente também pede. O grupo dissidente é muito mais forte do que ele se supõe ser forte. Aos números: candidato a governador enfrentando Sergio Cabral e Denise Forssard teve um melancólico terceiro lugar, que não representava 8% do eleitorado do Rio. Teve que se sujeitar e submeter a Cabral, aceitando uma secretaria de Turismo do governador. Na campanha, os adjetivos usados por Paes não eram os mesmos que ele declarou a Cesar Maia, mas talvez os mesmos que ele faça a todos 17...

O que Paes fez é um jogo combinado, imaginando enganar a Presidenta Dilma, seus correligionários e o grupo politico que a assessora. O jogo de Eduardo Paes sempre foi duplo. Aliás, ele adora jogo duplo. O prefeito devia saber, ou quem sabe já sabe, que do lado do PT não há amadores. Ele e Cabral só chegaram ao governo ou porque tiveram o apoio de Anthony Garotinho ou o apoio do PT. Paes, antes desses dois apoios, não conseguia como deputado maior votação do DEM, mesmo com ostensivo apoio de Cesar Maia.

Agora, vem com esta farsa de dizer que vai apoiar a Presidenta Dilma. Mas com que voto?

Tags: César, dilma, eleição, maia, Paes

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