Jornal do Brasil

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

País - Opinião

Esclarecimento sobre Relatório Reservado que aborda Banco Econômico

Jornal do Brasil

O Relatório Reservado publicou a seguinte nota em sua edição de 21 de maio:  

Credores lançam luz na penumbra do Econômico 

Os credores do Banco Econômico querem abrir uma caixa preta lacrada há quase duas décadas. Há cerca de 20 dias, um grupo peso-pesado, que soma mais de R$ 700 milhões em créditos contra a instituição, entrou com uma ação no Ministério Público da Bahia. O alvo principal é o liquidante do Econômico, Natalício Pegorini. Os credores quirografários, entre os quais se incluem o Banco do Brasil, o BNDES e o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), cobram de Pegorini esclarecimentos sobre os recentes dados contábeis do banco. Aos seus olhos falta transparência em relação à real situação financeira da instituição. O liquidante insiste em dizer que as contas do Econômico estão  ajustadas. Os credores, no entanto, estranham a matemática de Pegorini. O último balanço revelou um rombo da ordem de R$ 600 milhões. 

O trajeto da liquidação do Econômico é tão sinuoso e enigmático quanto os caminhos e descaminhos que levaram à própria quebra da instituição.

A começar pelo tempo em que esta novela está em cartaz. Por lei, o BC tem um ano para concluir um processo de liquidação bancária – prazo, no máximo, renovável por mais um ano. No entanto, o purgatório dos credores do Econômico já dura quase 19 anos. Enquanto eles mofam na fila para receber o que a instituição lhes deve, o ex-banqueiro Ângelo Calmon de Sá chegou a ter seus bens desbloqueados. 

Com relação a esta notícia, o Jornal do Brasil se preocupa por ainda existir processos bilionários contra o atual JB por empréstimos feitos no passado, durante a administração do sr. Nascimento Brito,  tomados sabe-se lá como, tendo em vista a situação pré-falimentar do JB

Em razão de sua péssima saúde financeira – publicamente conhecida -  tais empréstimos jamais poderiam ter sido tomados pelo JB. Talvez, a passagem de um dos sócios do Banco Econômico pela administração do JB tenha favorecido a concessão dos empréstimos. 

Banco este que no passado emitiu cheque sem fundo, tomou mais de R$ 6 bilhões do Proer - dinheiro do povo brasileiro - quebrou e ilicitamente promoveu no processo um direito de recuperar um empréstimo fictício. E seu ex-controlador, Angelo Calmon de Sá, condenado pela prática de crime de gestão fraudulenta. 

De um lado o Jornal do Brasil passava por terrível crise financeira que tirava-lhe as condições mínimas para tomada de empréstimos no mercado. Do outro, um banco à beira da falência. 

O JB torce para que os formadores de opinião percebam a anomalia deste processo.

Tags: benco, econômica, econômico, empréstimo, nota, Situação

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.