Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

País - Opinião

O que Eduardo Paes pensa que o ouvido da população é?

Jornal do Brasil

Sobre o vídeo em que foi flagrando atirando lixo durante solenidade na Zona Oeste, a prefeitura respondeu:

"Eduardo Paes não joga lixo no chão, hábito vem sendo combatido pela prefeitura. O vídeo em questão, efetivamente, não mostra Paes jogando ao chão um pedaço de fruta. Mas ele acredita que, conforme o próprio vídeo indica, tenha lançado o resto de fruta na direção de uma lixeira mais afastada, ou para que um de seus assessores fizesse o descarte em local adequado. Na dúvida, já que o prefeito não se lembra do ocorrido, determinou que a Comlurb emita uma multa a ele próprio, e pede desculpas por um eventual equívoco."

Sobre as empresas que seus familiares têm no Panamá, Eduardo Paes respondeu:

"Meu pai é um advogado bem-sucedido que trabalha com direito internacional há muito tempo. A legislação brasileira não proíbe a participação em empresas no exterior, desde que sejam registradas no Banco Central e declaradas à Receita Federal. E foi isso que o meu pai fez."

O ouvido da população do Rio de Janeiro deve ser um urinol para o prefeito Eduardo Paes, para que ele urine à vontade.

A declaração sob as empresas no Panamá varava a sinceridade e a honestidade que o homem público tem a obrigação de ter ao se dirigir à população do Rio.

Esquece este senhor que os eleitores cometem equívocos elegendo muitas vezes quem não merece. Pois para estes líderes, a mentira, o cinismo e a hipocrisia são fundamentais para fugir das malhas da Justiça.

Mas um homem público, duas vezes eleito, deve respeitar a humildade do desfavorecido do conhecimento da educação ou da normalidade patológica. E não deve desrespeitar a população que faz a opinião pública talvez do país.

>> Informe JB - Envolvimento político: chefe da polícia, pode. Gari, não

Basta de hipocrisia. Não são os líderes políticos que  começam as greves, que já são inúmeras no Rio. Houve a dos bombeiros, dos professores, do pessoal de saúde, entre tantas outras categorias insatisfeitas. E se for verdade que são estes senhores que comandam, já chegou a hora dos que sofrem com essas greves atentarem para a reflexão: quando um não quer, dois não brigam. Pois quem não quer brigar? E quem está do outro lado, querendo briga? Outro "um"? Ou são muitos?

Tags: Carioca, Cidadão, greve, política, prefeito, Rio

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