Jornal do Brasil

Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

País - Opinião

Dois palanques

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A indicação, se for verdade, de Francisco Dornelles para vice na chapa de Pezão, por vontade de Sérgio Cabral, como publicado nesta terça-feira (17), isso sim será um magnífico palanque duplo, só que não duplo com o mesmo candidato, mas duplo com dois candidatos.

As relações de parentesco - primos - do senador Aécio Neves e do senador Francisco Dornelles não se limita à consanguinidade.

São relações muito mais antigas, que vêm desde o tempo em que Dornelles, sobrinho de Tancredo Neves, era seu assessor no Ministério da Justiça, quando Tancredo foi ministro de Getulio Vargas.

Na campanha de Tancredo para presidente da República, o gabinete de Dornelles era o segundo gabinete de Aécio. Primeiro, era de seu avô.

Dornelles, sendo candidato a vice e não se candidatando à nova eleição para o Senado, deixa um grande caminho para que, com a sua ajuda e sua força no interior, se impulsione o candidato do PMDB para ganhar o Senado. Dornelles, um dos políticos mais importantes do cenário nacional - procurador-Geral da Fazenda, secretário da Receita, ministro - não leva a Pezão só a sua competência administrativa. Leva mais, leva a porta e a estrada que permitem a Sérgio Cabral estender também e receber o apoio de Aécio Neves.

Em nenhuma circunstância Dornelles ficaria contra Aécio para presidente da República.

Tags: brasil, candidatura, palanque, Rio, voto

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