Jornal do Brasil

Sábado, 21 de Julho de 2018 Fundado em 1891
Nelson de Sá

Colunistas - Nelson de Sá

Rússia contrasta com o Brasil

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Em seu relato “ao vivo” do jogo com o Egito, o russo Kommersant não escondeu a surpresa com a sequência de gols, publicando frases como “O que está acontecendo?” e “Você consegue acreditar nisso?”.

Outra, quase incrédulo: “Denis alcança Ronaldo na artilharia”.

O jornal fechou o dia com manchete para o “jogo histórico”. No texto, reportou o início dos gols: “E então aconteceu. Foi como um milagre, uma revelação, o rompimento de uma barragem”.

Avisou, ao leitor, que agora ele “pode admitir” a eficiência da seleção. A reportagem termina com nova pergunta: “Quem teria imaginado isso uma semana atrás?!”.

No enunciado do alemão Süddeutsche Zeitung para o jogo, “Rússia entra em modo de festa”.

E o inglês Guardian, usualmente entre os mais críticos do país no Ocidente, passou a destacar, entre todos os seus textos sobre a Copa, “Dez coisas que aprendemos” com o torneio, até o momento.

A primeira é “A Rússia pode ser um ótimo lugar para sediar uma Copa”. Em outras palavras, “É provável que muita gente deixe a Rússia com grandes lembranças e com uma visão diferente do país”.

Em contraste, também na lista das dez lições tiradas pelo Guardian, “As inseguranças brasileiras precisam acabar”.

Diz que depois do gol da Suíça “o Brasil se desfez em pedaços e subitamente perdeu o controle, por um período de 15 minutos”. Em suma, “a maior batalha que os brasileiros podem enfrentar é com seu equilíbrio interno”.

Recorde para a Globo!” A conta da Fifa no Twitter comemorou que o jogo contra a Suíça “quebrou o recorde de audiência para eventos esportivos no Brasil, com 55,89 milhões de espectadores e 79,33% de share para a Globo!”, desta vez a única TV aberta na transmissão, no país.

A Fifa festejou outros números, inclusive para aquele considerado o melhor jogo, entre Espanha e Portugal: share de 66,7% na Espanha, 68,2% em Portugal e até 46,4% na Alemanha, somando 25,2 milhões de telespectadores nos três países. Na chinesa CCTV, a maior audiência “de longe” foi para Argentina e Islândia: 44,7 milhões.

Os números divulgados pela Fifa “não incluem a audiência por streaming digital”. Às vésperas da Copa, o IAB (Interactive Advertising Bureau), entidade que reúne gigantes digitais como Google e Facebook, divulgou pesquisa em 21 países mostrando que 65% anunciavam que iriam assistir à Copa em streaming, contra 71% para TV. Em alguns deles, inclusive China e EUA, a audiência digital prometia ser maior.



Tags: copa do mundo, fifa, futebol, rússia, seleção

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