Havia um hábito, antigamente, de presentear os povos indígenas isolados, com lençóis usados em hospitais que faziam com que uma simples gripe matasse uma tribo inteira. Daí a expressão “estar em maus lençóis”.
E o que dizer dos índios guaranis-caiapós de hoje em dia, que assim como no Brasil de 1500, são expulsos de suas terras, em Mato Grosso do Sul, concedidas pela Funai como parte de território indígena? Como é possível, então, uma liminar mandando que todos eles saiam da tal fazenda até o dia 19 (Dia do Índio!), que faz parte de seu território concedido pela Funai há quinze anos. Como é possível a morte de um índio de quinze anos de idade pra mostrar que já começou a guerra, assim como a médica que teria deixado de lado os pobres hospitalizados por falta de tratamento para que morressem e deixassem mais vagas pra outros mais ricos.
O Brasil não muda, quer e continua absolutamente igual à época dos portugueses, fazendo mudanças mentirosas como as chamadas privatizações que são como plásticas e botox mal feitos nas bochechas das senhoras finas pra fingir que mudaram mas não enganam ninguém. Pobre, índio e negro muda pouco no Brasil. Dia 19 vai ser realmente uma super comemoração com 5.000 índios se unindo para a luta, mesmo que morram todos, percam terras, bichos, plantações, água, florestas, derrubando todas as árvores, como fizeram com aquela maravilhosa da Pompeu Loureiro que ainda agoniza por causa de opiniões diversas que chegam ao mesmo e único objetivo: dinheiro.
E como não posso me juntar aos índios nem ao MST, cultivo plantas e bichos aqui em casa. Até aquelas abelhas gigantescas e negras eu não deixo ninguém chegar perto, nem dos gatos que vêm me pedir uma hospedagenzinha.
Meu companheiro fica danado por causa disso e resolvo ir com ele pra Petrópolis, onde temos uma cadela registrada no nosso nome, que zela pela casa, por nossos direitos como uma Funai absolutamente do bem.
Então resolvemos fazer uma pausa nessas TVs e jornais aterrorizantes, deixar a Coreia do Norte mandar os seus mísseis sem que a gente tenha que tomar conhecimento e ir beber chope no Horto onde se junta gente com cabeça de artista e não de assassino, e nos divertir em meio a um monte de cachorros, que apesar de todas as raças e cores, são muito mais civilizados que gente, pois apesar de estarem se vendo todos pela primeira vez, formaram imediatamente um grupo amigo que se beija e se abraça transformando-se numa tribo que se protege com os melhores humores que funcionam como ótimos lençóis.