As verdades por traz do infeliz bonde sem freio de Santa Teresa
Uma rápida análise dos números por trás do trágico acidente do bonde n° 10 de Santa Teresa revela algumas verdades incômodas
1) 115 - Idade, em anos, da Companhia Ferro-Carril de Santa Teresa. O popular bondinho de Santa Teresa, fundado em 1896. O aniversário, triste coincidência, foi na última quinta-feira.
2) 0,60 - Preço da passagem, em reais. Ou seja, se os todos os 57 passageiros que estavam a bordo do bonde acidentado pagaram a passagem, faturou-se o majestoso valor de R$ 34,20.
3) 2 - Tempo, em anos, decorrido desde o último acidente grave ocorrido na linha. Em 2009, uma colisão entre um bonde e um táxi acabou na morte de uma mulher.
4) 3.000 - Número médio de passageiros transportados pelos bondes, diariamente. A quantidade de viagens, segundo o governador, tira o sistema da categoria do "transporte de massa".
5) 9 - Valor, em milhões de reais, investido na modernização dos bondes, num contrato que foi suspenso em 2009.
6) 7 - Número de bondes beneficiados pela reforma, que deveria restaurar 14 veículos. (O bonde acidentado não foi um deles.)
7) 3 - Número de bondes em condições ideais de circulação, neste momento.
8) 13 - Número de vezes que o bonde que perdeu o freio esteve parado na oficina, apenas no mês de agosto.
9) 1 - Quantidade de turistas franceses que já caíram do bonde (e morreram)
10) 0 - Tempo de experiência, em anos, que Julio Lopes tinha no setor de transportes, quando foi convidado por Sergio Cabral a assumir a secretaria estadual. Pelo menos, é o que consta da biografia em seu site oficial.
