Adeus, Billy!
Na sexta-feira, o compositor Billy Blanco nos deixou, aos 87 anos. Paraense que emigrou para São Paulo, ele cantou o Rio em versos como poucos
1) Para Ipanema - "Nem tudo é tanto pra ser poema/ Até tristeza é menos triste, em qualquer rua de Ipanema" (Em qualquer rua de Ipanema)
2) Às femmes fatales cariocas - "Então vamos / A Tereza na praia deixar / Aos beijos do sol / E abraços do mar" (Tereza da praia)
3) Aos boêmios - "O ambiente exige respeito/ Pelos estatutos da nossa gafieira / Dance a noite inteira / Mas dance direito" (Estatuto da gafieira)
4) Na praça outra vez - "Praça Mauá / O nome nos traz à mente / Um soluço, um beijo quente / E um lenço branco na mão" (Praça Mauá)

5) Aos bons de bola - "Rio, De Vasco e Botafogo, América e Bangu /Maracanã vibrando em dia de Fla-Flu" (Rio do meu amor)
6) Daqui não saio! - "A vida não se compara/ Mesmo difícil, tão cara /Eu caio duro / Mas fico em Copacabana" (Não vou pra Brasília)
7) Aos nostálgicos - "Bossa nova é amar a flor sem se lembrar do espinho, / É sorrir a cada encontro com a tristeza..." (Velha bossa nova)
8) Aos guardas municipais - "Assim de vez em quando ele escapa, /Gozando a cara do 'rapa' / Que bobeou outra vez...." (Camelô)
9) Rumo ao paraíso - "Quando morre um sambista, / No céu é motivo de festa,/ Pois os anjos, que são da seresta, / Se alegram também" (Precede um sambista)
10) E no fim - "Todo mundo é igual quando a vida termina / Com terra em cima e na horizontal" (A banca do distinto)
