Jornal do Brasil

Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

Leitor Repórter

A IMPRENSA E A ALEGRIA DO HORROR

Aloisio Rocha

Há tempos atrás enviei um conteúdo através desse espaço onde abordava as práticas absurdas que os motoristas de ônibus dessa cidade vêm praticando quando do exercício de suas atividades diárias junto à população carioca.
Naquela oportunidade chamava à atenção para o fato que já vinha pesquisando e analisando (por conta própria, diga-se) e apontava umas das ações graves que eles praticavam: velocidades extremas ao volante do ônibus e desrespeito aos passageiros e demais veículos.
Hoje, está estampada em toda a imprensa a tragédia envolvendo um ônibus na Avenida Brasil, na altura do Caju, onde morreram cinco pessoas e feriram-se, aproximadamente, umas vinte.
Eu não sou repórter e digo com tranquilidade que, hoje, não o seria de forma alguma, haja vista que tenho a imprensa atual (pelo menos a maioria de seus componentes) como classe onde pessoas que não cumprem com o rigor das suas obrigações, noticiando tudo sem mudar a essência da notícia. Há, sim, exploração do fato em muitas das circunstâncias; omissão; aumento do teor das e nas mesmas e por aí adiante.
Mas, o que observo mesmo são os procedimentos tal qual de um abutre, quando ocorre um fato qualquer que lhes proporcione ocupar seus espaços jornalísticos durante alguns dias. E, infelizmente, esse acidente citado será um prato feito para a imprensa nesses dias que se seguirão.
Agora buscarão culpados e/ou responsáveis onde se possa imaginar estiverem. Daí que digo que o culpado somos todos. Começando pelos usuários daquele ônibus porque são obrigados, como cidadãos que são, coibirem e proibirem ações como essa onde as primeiras vítimas serão eles próprios e todos sabem disso. Se não se manifestam, omitem-se e permitem tais acontecimentos.
Os outros culpados são os órgãos responsáveis pelas fiscalizações pertinentes aos serviços públicos. Todos sabemos que tais serviços são 'capengas', onde uma grande parte das pessoas que estão lá não possuem condições suficientes para lá estar.
Mas há a necessidade de alguém apurar porque nesses últimos tempos está havendo muitos acidentes envolvendo coletivos na cidade, com muitas vítimas, dentro e fora dos veículos.
Aqui passo uma dica: não se pode colocar pessoas tão jovens e despreparadas para executarem funções tão elementares.

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