Jornal do Brasil

Sábado, 1 de Novembro de 2014

Juventude de Fé

Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro

Walmyr Jr*

Dialogando com a perspectiva contemporânea dos debates a cerca do marco regulatório da mídia, assim como a sua democratização trago alguns elementos do texto do Papa Francisco para o XLVIII Dia Mundial das Comunicações sociais que elucidam a importância deste veículo para difundir a cultura do bem e da paz.

Logo no início da carta, Papa Francisco chama nossa atenção para o estreitamento das relações sociais por conta do avanço e desenvolvimento das mídias: “Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas econômicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas”.

Francisco nos faz refletir sobre a importância de nos sentirmos mais próximos uns dos outros. Nos faz perceber  um sentido de unidade que as comunicações pode proporcionar. Quando cita a cultura do encontro, o Papa nos

impele à  reivindicar a solidariedade e a compromisso sério para uma vida mais digna, mais fraterna e mais humana, com isso “Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos”

Não podemos deixar que os muros que criamos em nossas relações possa continuar de pé.  Precisamos de unidade nas nossas diversidades. Segundo Francisco  “Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros” .

Desejo continuar falando sobre as riquezas que esse texto nos traz e dialogar com a possibilidade de romper com o fenômeno acelerado dessa velocidade de informações assim como dar um to teórico e político a cerca do tema. Vejo que essa característica despolitizada e também desumana impede a nossa capacidade de reflexão e discernimento, nos inibe de colocar a todo nossos sentimentos afetos  e deliberar os desejos de construção de relações fraternas de forma transparentes no intuito de  estar  “verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições”

A carta do Papa Francisco na integra pode ser encontrada em: www.vatican.va

* Walmyr Júnior Integra a Pastoral da Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro e cursa história na PUC. Representou os jovens no encontro com o Papa Francisco em sua visita ao Rio. 

Tags: a carta, do papa, encontrada, francisc, na integra, o, pode, ser

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.