Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Juventude de Fé

São Sebastião, rogai por todos nós

Walmyr Jr.

O exemplo de amor ao próximo e sensibilidade para as situações de agudos sofrimentos, fazem do Jovem Mártir Sebastião um testemunho da caridade. Sabemos que caridade e amor são sinônimos que definem a forma harmônica e perfeita das relações entre homens e mulheres, assim como a relação entre criador e criatura.

Vivemos uma realidade social onde temos poucas referencias e exemplos vivos de práticas do respeito e prática do bem comum. Recorremos aos grandes nomes que marcaram a história da humanidade para reivindicar e lutar por um clima favorável para a difusão da justiça social em todos os espaços das nossas cidades, podendo assim construir a “civilização do amor”.

Segundo a tradição da Igreja Sebastião nasceu em, na Gália, atual França, mas foi criado por sua mãe em Milão, na Itália, esses relatos sobre sua vida são fragmentos retirados dos registros de Santo Ambrósio de Milão.Pertencente a uma família cristã, foi batizado ainda guando criança.

Por volta de 283 dc., Sebastião decidiu engajar na fileiras do exército romano com a única intenção de afirmar no coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas sofridas pelos soldados, a esperança da ressurreição. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana.

O que nos chama a atenção na história de São Sebastião é o zelo pelo testemunho concreto da caridade cristã. Ele fazia tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho foram convertidos por ele.

As causas da sua condenação estão justamente ligadas as suas atitudes brandas com os cristãos presos pelo exército romano. Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever punitivo de oficial da lei. Teve então, que comparecer ante ao imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador Diocleciano considerou-se traído por Sebastião não executar as sentenças que eram determinadas para os presos.

 

Sumariamente acusado de traidor, a sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas. Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado, pela mesma guarda pretoriana que antes chefiara. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno encontrou-o vivo! Levou-o para casa e tratou de suas feridas.

Já com a saúde restaurada Sebastião ousadamente se apresentou ao imperador censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos e contra a população do Império, acusando-o de inimigo do Estado. Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condená-lo, desta vez, ao martírio no Circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288. 

Seu martírio está intimamente ligado á defesa do bem comum, a defesa de uma justiça social.  A vida do jovem mártir não está pautada na segregação e sectarismo, mas sim, na igualdade e na fraternidade. Sebastião olha para o exemplo de Cristo e vê Nele, um projeto de vida que tem uma referencia transcendente, mas também emanante.

No martírio de São Sebastião, vemos claramente a fé e a política caminhar lado a lado. É possível ver “se eu não tiver caridade nada adianta” (1Cor 13,33) e por isso a caridade, testemunhada por Sebastião, é um apelo para a promoção humana, onde cada um e cada uma de nós têm nesse exemplo uma referencia para ser seguida. 

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