Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

Juventude de Fé

Mandela: Presente! Agora e sempre!

Walmyr Junior *

Décadas na prisão, intolerância, Apartheid, segregação social e racial, racismo, foram um pouco do reflexo das lutas que Nelson Mandela enfrentou. Não tem como deixar de citar que diante de tantas opressões e insistência em um regime autoritário, com a cultura do ódio e da morte, o Nobel da Paz só insistiu no perdão em vez de vingança, só insistiu no amor, invés do ódio.

O eterno presidente da África do Sul deixou-nos aos 95 anos de resistência pelo povo negro e pobre, faleceu em Pretória, nesta quinta-feira (5). Sua luta, inebriada a história de sofrimentos e perseguições deixa um legado de coragem e ousadia pelos direitos humanos dos mais excluídos.

"Ele partiu, se foi pacificamente na companhia de sua família”, afirmou o presidente Jacob Zuma em cadeia internacional “Ele descansou, agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.”

Com a previsão de 12 dias de funeral, o corpo será enterrado, de acordo com seus desejos, na aldeia de Qunu, localizada na província pobre do Cabo Leste, onde  cresceu. Seus restos mortais se juntarão ao de três de seus filhos, que foram sepultados no mesmo lugar onde será enterrado.

"Madiba", como era conhecido na África do Sul, é considerado um dos maiores heróis da luta pela igualdade de direitos para os negros na Africa do Sul e fora dela. Sem dúvida foi o protagonista pelo fim do regime racista do apartheid. Sua vulnerabilidade sempre foi a saúde, que o impedia de ainda fazer mais pelo seu povo, que ainda sim o tem como herói nacional. Mandela é alvo de um grande culto no país, em que sua imagem e citações estão estampadas em todos os lugares.

Mesmo preso durante 27 anos, diante das grades vai se tornando um mito, mesmo na cadeia ganhou renome internacional. Quando em 11 de fevereiro de 1990, o líder sul-africano foi solto, se criou um evento que foi transmitido mundialmente, nele, disse que continuaria lutando pela igualdade racial no país. No ano de 1993 ganhou o Prêmio Nobel da Paz.

Prefiro ficar com estas palavras, ao invés de pecar por ausências de expressões que não possam iluminar:

“Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em todos nós. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros”.  

Nelson Mandela

* Walmyr Júnior é graduado em História pela PUC-RJ e representou a sociedade civil em encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ. 

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