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Festa lembra ato de violência
SÃO PAULO -
As comemorações do Orgulho Gay são festivas e animadas, mas sua origem está ligada a um ato de violência que a polícia de Nova Iorque cometeu contra os freqüentadores de um clube gay da cidade. Numa noite de sexta-feira, em junho de 1969, o clube Stonewall, localizado no bairro Greenwich Village, foi invadido por policiais. Eles alegaram que o clube não tinha licença para vender bebidas alcoólicas.
A batida policial acabou desencadeando uma revolta de gays nas ruas de Nova Iorque que durou três dias. O protesto se alastrou a outras cidades americanas, como São Francisco, na Califórnia.
Unhas e batons - Segundo registrou na época o jornal New York Daily News, o confronto da polícia com os gays do clube Stonewall propiciou cenas divertidas, para a alegria da multidão que se juntou do lado de fora. Incentivados pelo público, os freqüentadores do bar lutaram com unhas postiças e batons contra o que eles afirmavam ser, na verdade, um ato de discriminação oficial praticado contra os gays, e não uma batida policial de rotina.
Uma das cenas mais hilariantes registradas pelo jornal mostrava uma drag-queen vestida de Mulher Maravilha enfrentando os homens da lei com berros e também tapas e pontapés. Na confusão, quatro policiais ficaram feridos - a maioria com muitos arranhões - e 13 pessoas foram presas.
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