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EUA aguardam nova liderança

Washington manda secretário-assistente do Departamento de Estado para as cerimônias fúnebres

WASHINGTON - Autoridades americanas esperam que a morte de Yasser Arafat abra uma nova perspectiva de paz no Oriente Médio. Mas disseram que isso depende de quem será o sucessor do palestino, quanto poder terá e se terá legitimidade para fechar um acordo.

- Acho que temos uma chance - disse o presidente George Bush várias horas antes do anúncio da morte de Arafat.

Depois da confirmação, Bush disse que este é um ''momento importante'' para os palestinos na luta pela paz e por um Estado independente.

O secretário-assistente de Estado William Burns vai representar os EUA nas cerimônias. Washington enviará um funcionário de menor escalão do que a Europa, de onde irão vários chanceleres, e do que a África e o mundo árabe, que mandarão chefes de governo.

O secretário de Estado Colin Powell prometeu que a Casa Branca ''fará de tudo'' para ajudar os palestinos a obter a paz. Apesar de ter dito que não esperava tumultos no Oriente Médio, o Departamento de Estado alertou os cidadãos americanos de que a morte de Arafat pode ''produzir manifestações e tensão na região''.

As autoridades dos EUA afastaram a idéia de que possa haver mudanças rápidas e dramáticas na política com relação aos palestinos. Até agora, Arafat era visto por Washington como um empecilho ao acordo, já que o governo Bush o considerava corrupto e não-confiável.

Segundo fontes oficiais, a morte do líder não elimina os problemas que atrapalham o processo de paz - sendo a violência contra os israelenses o maior deles. Além disso, há incertezas sobre a sucessão na Autoridade Palestina (ANP).

- Realmente depende do que sai disso e de quem vai comandar o espetáculo - disse um funcionário do governo, que pediu anonimato. - Não importa o quão criativo e arrojado você quer ser, enquanto houver militantes suicidas, haverá um limite para o que pode ser feito.

Após os dois primeiros anos de governo, Bush disse que Arafat havia frustrado seu povo e decidiu boicotá-lo, na esperança de que uma nova liderança palestina surgisse.


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[12/NOV/2004]


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