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Mais uma vitória sofrida do Brasil

Seleção abre 2 sets a 0, deixa Cuba empatar, mas com um pouco de sorte vence e chega ao quarto lugar na Copa do Mundo

SENDAI, JAPÃO - A rivalidade foi mantida, mas com final feliz para o Brasil. Depois da difícil vitória sobre a República Dominicana, decidida no tie-break, a Seleção feminina de vôlei também teve dificuldades para derrotar Cuba por 3 sets a 2, ontem de manhã, em 1h54 de jogo, com parciais de 25/23, 25/16, 37/39, 26/28 e 15/9.

A Seleção até começou bem. Venceu os dois primeiros sets, mas relaxou. As rivais cubanas igualaram o placar e as brasileiras tiveram de se concentrar ao máximo para fechar o quinto set com folga. Alívio para um torcedor em especial: o ídolo de Virna, Zico, ex-camisa 10 do Flamengo e atual técnico da Seleção Japonesa de futebol.

- Como vi que só a Seleção masculina passaria por Tóquio (onde mora o treinador), vim desejar boa sorte em nome de todos os brasileiros que vivem no Japão e gostariam de estar aqui, mas não podem - afirmou.

''Ji-co'', como o Galinho é chamado no país, estava de bom humor:

- Hoje fico quieto no meu canto. O estresse fica com o Zé - brincou, referindo-se ao técnico brasileiro José Roberto Guimarães, que retrucou:

- É, hoje não tem como escapar do estresse.

Motivada pela presença do ídolo, Virna foi quem marcou mais pontos pelo Brasil: 29.

- Mesmo com Cuba tendo igualado o placar, tivemos garra. Cuba e Brasil sempre fizeram grandes jogos, mas, aqui, jogamos soltas e felizes, com muita agressividade. Esse é o Brasil que queremos ver daqui para frente - afirmou Virna.

Valeskinha foi eleita a melhor em quadra, com sete aces, seis bloqueios e 21 pontos.

- A vitória nos mantém no páreo, mas agora precisamos concentrar nossas forças para os próximos adversários. Temos de destruir Egito, Coréia e Argentina - atacou a meio-de-rede.

O Brasil está em quarto no geral, com nove pontos (quatro vitórias e uma derrota), atrás de China (dez pontos), Estados Unidos (dez) e Itália (nove). O desempate é feito pelo set average (média dos sets vencidos sobre os perdidos) e pelo ponto average (média dos pontos a favor sobre os pontos contra). Na madrugada de hoje para amanhã, às 4h05, a equipe enfrenta o Egito, em Toyama, pela terceira fase da Copa do Mundo. Os três primeiros colocados garantem vaga na Olimpíada de Atenas, ano que vem.

O jogo - Nos dois primeiros sets, o saque da Seleção desarmou o jogo de Cuba. As brasileiras fizeram, sem muitas dificuldades, 25/23 e 25/16. No terceiro set, no entanto, o placar marcava 23/20 para o Brasil quando o saque cubano começou a entrar. Com ataques precipitados, a Seleção entregou o set mais disputado: 39/37.

No quarto set, o Brasil vencia por 23/17, mas deixou Cuba reagir e empatar em 23/23. Empolgadas, as rivais fizeram 28/26. No tie-break, assim como no jogo contra as dominicanas, o Brasil impôs o seu ritmo de jogo. Valeskinha desequilibrou no saque - e teve um pouco de sorte. Encerrou a partida em 15/9, numa bola que balançou em cima da rede e rolou rente, até o chão da quadra cubana.


[07/NOV/2003]


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