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Rio é mercado cativo
[15/ABR/2006]
Agências que dão prioridade ao mercado do Rio também já não se enquadram na classificação do Estatuto das Micro e Pequenas Empresas. Há tempos superaram o teto de R$ 2,13 milhões de faturamento.
Com o pé fincado em Botafogo, a Casa da Criação faturou R$ 17 milhões em 2005.
- Não temos sócio capitalista, nem entramos em licitação do governo - diz o sócio e diretor Noel De Simone.
- As agências sem alinhamentos internacionais vivem uma disputa diária, mas podem se tornar extremamente competitivas - completa o diretor de criação Heleno Bernardi.
Para Carlos Henrique Equi, sócio da Staff (que fechou 2005 com R$ 12 milhões), as multinacionais da propaganda abriram caminho para as menores.
- As grandes perderam o foco e o charme. E os anunciantes encontraram nas agências médias alta qualidade de trabalho e preços competitivos.
Também as empresas below-the-line (responsáveis por campanhas de comunicação que não incluem publicidade), aproveitam os bons ventos. A OPM já faz publicidade e abriu um departamento só para marketing direto.
- O atendimento tem de chegar de táxi e não de ponte aérea - justifica o sócio e diretor da empresa, Fábio Marinho.
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