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Médias, mas faturando alto
Impulsionadas por varejo, telefonia e imóveis, agências de publicidade cariocas ganham espaço e avançam para outros estados
Paula Ganem
Um novo cenário toma forma no mercado publicitário carioca. Empresas de pequeno e médio porte - estimuladas por setores que não vivem sem propaganda, como telefonia móvel, varejo e imóveis - cresceram e já têm faturamento de gente grande.
Entre as que encabeçam a lista está a NBS. Criada há apenas quatro anos, a agência faturou R$ 160 milhões em 2005. Um valor 18% superior ao de 2004. - A empresa já nasceu com a projeção de ser grande, só que isso ocorreu antes do esperado - explica o sócio e diretor de criação André Lima. - O primeiro cliente, a operadora de celular Oi, permitiu que nosso trabalho tivesse projeção em um curto espaço de tempo. Além de ter iniciado operações com a função de criar toda a identidade de marca de uma telecom, a NBS tinha uma vantagem estrutural. Ela faz parte de um grupo maior: o PPR (que também controla a Quê Comunicação). Expandir as atividades para São Paulo sempre esteve nos planos de seus sócios. Hoje, são 25 os funcionários na base paulista e 95 na carioca. Para Lima, o crescimento da agência depende mais da atitude no trabalho do que da conjuntura mercadológica. - Está diretamente ligado ao planejamento estratégico apoiado à comunicação de impacto que apresentamos. Nosso compromisso é com a geração de resultado para o cliente - afirma. Recentemente, a NBS conseguiu vitórias importantes. Tirou das mãos da Publicis a conta da rede Telecine e ganhou a coordenação de comunicação de todos os produtos da Coca-Cola, afora os refrigerantes - antes atendidos por diferentes agências, entre elas as multinacionais Ogilvy, McCann-Erickson e a própria Publicis. Para completar, venceu concorrência pela conta da Arisco, que estava na carteira da Ogilvy. A Agência3 é outra que amplia seu espaço no mercado de maneira significativa. Só no ano passado, a empresa somou 12 novas contas ao seu portfólio, entre elas as da Rossi Residencial, da distribuidora de energia Ampla e da rede varejista Leader Magazine. O faturamento de 2005 foi de R$ 82 milhões, 33% superior ao do ano anterior. Agora, a empresa investe em tecnologia e capacitação. - Hoje, existe dentro da Agência3 a Agência3.com. Ela é o nosso braço virtual. Também criamos um departamento de merchandising - conta o presidente e diretor de criação da empresa, Álvaro Rodrigues. - Nossos planos são crescer, não só para outros estados, mas também no Rio. Por isso, temos a intenção de comprar ou fazer um acordo operacional com outra agência carioca.
[15/ABR/2006]
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