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Brasil estagna no ranking da OMC

Mesmo com venda recorde, país segue como 25º exportador do mundo

Folhapress

Apesar do esforço do governo federal para alavancar as exportações brasileiras e do recorde de US$ 96,5 bilhões em vendas externas em 2004, o Brasil se manteve na 25ª posição entre os 30 maiores exportadores do planeta, mesmo patamar do ano anterior. O ranking foi apresentado ontem pela Organização Mundial do Comércio (OMC), no estudo Comércio Mundial 2004, Perspectivas para 2005.

O Brasil respondeu por 1,1% do total exportado no mundo no ano passado, acima dos 0,95% de 2003, mas ficou atrás de países como México - que teve participação de 2,1% e ficou na 13ª posição - e Rússia (2%, 14ª posição). O pico histórico do Brasil aconteceu em 1984, quando o país respondeu por 1,41% das exportações mundiais, mas em 1999 atingiu 0,83%.

- É encorajador o Brasil ter interrompido a trajetória de declínio - disse o embaixador Rubens Ricupero, ex-secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

Segundo ele, nos anos 80, o Brasil chegou a fornecer 60% dos calçados baratos consumidos nos EUA. Hoje, esse segmento é dominado por chineses, e a participação brasileira não ultrapassa 15%. A China ficou no terceiro lugar no ranking de 2004 da OMC, que contabilizou exportações totais de US$ 8,8 trilhões.

Para Fernando Ribeiro, da Fundação Centro de Comércio Exterior (Funcex), no entanto, a ainda minguada participação brasileira deve ser comemorada.

- O mercado é muito grande e qualquer ganho de 0,1% é muita coisa - afirmou.

Em 2004, o Brasil exibiu um crescimento de 32% nas exportações, o que o colocou na quarta posição entre os países que mais elevaram as vendas externas, sendo superado apenas por Rússia e pela China, que cresceram 35%, e pela Polônia, com 38%. O percentual brasileiro de crescimento ficou acima da média global, de 21%.

- A valorização das commodities ajudou. E continua ajudando este ano - disse Ricupero.

A expectativa para o comércio exterior brasileiro melhorou ontem com a decisão da Coréia do Sul de liberar a importação de frango do Brasil a partir de 31 de maio. O país nunca permitiu a entrada do frango brasileiro devido à falta de acordo fitossanitário, mas mudou a postura depois do surgimento de focos de gripe do frango em seus fornecedores. O país tem potencial de comprar até 80 mil toneladas de frango por ano.


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[15/ABR/2005]


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