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Vale negocia parceria com chineses

Mineradora brasileira prepara alianças na área de carvão com duas gigantes asiáticas do setor

Mônica Magnavita

A visita do presidente chinês, Hu Jintao, e sua comitiva ao Brasil poderá resultar na assinatura de alguns acordos com a direção da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Na pauta dos encontros previstos entre os executivos da Vale e os representantes das empresas chinesas estão as negociações para o desenvolvendo de duas joint-ventures na área de carvão com duas das maiores produtoras da China. A Yankuang, com a qual a CVRD já tem acordo de acionistas, e a Yongcheng, grupo com que a direção da Vale espera assinar um acordo de acionista para exploração de carvão.

Na área de alumina, a Vale quer prorrogar um memorando de entendimentos com a Aluminum Corp. da China (Chalco) a fim de possibilitar avanços nos estudos para a construção de uma refinaria de alumina em Barcarena, no Pará.

- Há perspectivas positivas a longo prazo. A Vale tem 11% das reservas mundiais de bauxita e já se mostrou eficiente na exploração e no refino da bauxita em alumina. Temos todas as vantagens para ser um grande player na cadeia da alumina - disse o diretor financeiro da Vale, Fabio Barbosa.

Segundo ele, os encontros são um desdobramento dos acordos feitos durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um grupo de empresários, inclusive o presidente da CVRD, Roger Agnelli, à China.

- O grande motor de crescimento chinês deve continuar em operação e temos que estar preparados para continuar a crescer. Crescimento é a palavra que resume os resultados do trimestre. O nosso desafio é continuar crescendo - disse.

A economia chinesa, conforme projeções da companhia, deverá continuar em ritmo de expansão de 8% em 2005, depois dos 8% deste ano. Este ano, a China foi responsável por cerca de 20% das exportações de minério de ferro da Vale.

Além do carvão e da alumina, a CVRD também tem negócios na área siderúrgica com os chineses. Mais especificamente, com a Baosteel para a construção de uma usina de placas no Maranhão. A expectativa, conforme Barbosa, é de que o estudo de viabilidade técnica seja concluído em breve e a usina, que demandará investimentos superiores a US$ 2 bilhões, comece a produzir em dois anos entre 3,7 e 4 milhões de toneladas de placas de aço por ano.

Até o final da década, a mineradora vai destinar US$ 8,5 bilhões para investimentos na expansão da produção de minério de ferro, de cobre (as minas de Sossego, Alemão, Salobo, Cristalino e 118) e de níquel (Vermelho).


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[12/NOV/2004]


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