As Empresas Petróleo Ipiranga registraram lucro líquido de R$ 287,6 milhões no terceiro trimestre, resultado quase dez vezes superior aos R$ 30,4 milhões apurados em igual período do ano passado. Com isso, a companhia acumula lucro líquido de R$ 403,9 milhões nos nove primeiros meses de 2004, montante 50,4% maior ao acumulado de janeiro a setembro de 2003.
Ainda considerando o período de nove meses, a receita bruta da empresa alcançou R$ 17,2 bilhões, com alta de 9% frente janeiro a setembro do ano passado. As áreas de distribuição e petroquímica foram as principais responsáveis pela evolução positiva da receita bruta e do lucro da companhia, enquanto o segmento de refino apresentou um dos piores números dos últimos anos.
Como não atua na área de exploração, a companhia é obrigada a comprar o petróleo que refina. No terceiro trimestre deste ano, a commodity apresentou preço médio de US$ 43,90 (referência WTI), contra a cotação de US$ 38,30 no trimestre anterior. O aumento, no entanto, não foi repassado para os derivados, uma vez que a Petrobras - maior refinadora do país e, portanto, formadora de preço de mercado - segurou o reajuste dos combustíveis até outubro.
Sem realizar o repasse, a Ipiranga calcula ter tido defasagem de 20% entre julho e setembro, com perdas operacionais de R$ 6,9 milhões. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o prejuízo é de R$ 22 milhões.
- Para não prejudicar ainda mais o balanço, tivemos que reduzir a produção da refinaria da ordem de 35% em relação ao terceiro trimestre do ano passado - explica a diretora-superintendente da Refinaria Ipiranga, Elizabeth Tellechea.