FRANKFURT e LONDRES -
A Sony Music e a BMG anunciaram ontem que vão criar uma joint venture. O acordo resultará na segunda maior empresa fonográfica do mundo, perdendo apenas para a Universal Music. A união vai se chamar Sony BMG.
As duas gravadoras assinaram ontem uma carta de intenções, que deverá levar a um contrato definitivo em dois meses. O grupo alemão Bertelsmann - controlador da BMG - e a Sony terão participação de 50% na nova empresa. O negócio ainda terá de ser analisado pelas autoridades de concorrência de Washington e Bruxelas, mas, segundo executivos do setor, não é dado como certo.
Com a parceria, a Sony BMG vai reunir artistas como Michael Jackson, Britney Spears e Pink em uma única gravadora. Dessa forma, as duas esperam enfrentar a Universal Music, com 25,9% do mercado. A Sony BMG deverá ter 25,1% de participação, segundo o presidente da Bertelsmann, Gunter Thielen.
Rolf Schmidt-Holtz, presidente da BMG, vai chefiar a nova companhia. Andrew Lack, da Sony, também terá um cargo de direção. Os detalhes financeiros do acordo não foram divulgados.
A indústria fonográfica precisa reduzir custos e garantir produtos mais competitivos para impedir que os clientes prefiram copiar músicas da internet para depois passá-las para o CD ou, então, comprar produtos piratas. A BMG teve prejuízo de 117 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. A Sony Music também estimou perdas operacionais de US$ 50 milhões nos seis meses encerrados em setembro.
Com agências Folha e EFE