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Conta de luz subirá 2,14% no Rio

A Light informou que pretende recorrer à Justiça para garantir reajuste de até 12% nas tarifas

O aumento nas contas de luz para o consumidor residencial, do Rio será de 2,14% e passa a vigorar a partir de hoje. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu ontem o percentual de reajuste das tarifas de energia da Light de 6,15%, como estava previsto anteriormente, para 4,16%, em média (considerando os consumidores industriais e comerciais). O índice médio seria de 6,15% porque a distribuidora estava repassando aos consumidores o custo da energia que compra da termelétrica Norte Fluminense, da EDF, grupo que também controla a Light.

O preço da energia comprada da termelétrica Norte Fluminense é de R$ 130 por megawatt-hora (MWh), enquanto a eletricidade vendida por Furnas custa cerca de R$ 80 por MWh, conforme informou a Light. O aumento nos custos, causados pela diferença nos preços, foi repassado à Aneel para a solicitação da autorização do reajuste anual das tarifas para os consumidores.

A Aneel, no entanto, explicou, em nota, que o motivo da redução do índice de reajuste foi uma reavaliação feita na receita total da empresa, que teve um aumento do faturamento com as tarifas de utilização da rede cobrada de consumidores livres (grandes grupos industriais que compram a energia diretamente nas geradoras ou comercializadoras e pagam apenas uma taxa de utilização da rede da distribuidora).

O diretor de Finanças da Light, Paulo Roberto Ribeiro, reclamou que a companhia precisaria de um aumento de 10% a 12% nas tarifas para recuperar o equilíbrio econômico e disse que a concessionária estuda a possibilidade de recorrer à Justiça para tentar elevar o índice de reajuste.

- O índice de 6,15% já estava abaixo do que precisávamos, 4,16%, então, foi uma surpresa desagradável - afirmou

A dívida da Light é de US$ 1,4 bilhão e a companhia passa por um processo de renegociação com os credores para obter um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O executivo explicou que o reajuste menor que o esperado poderá comprometer o processo de renegociação da dívida da distribuidora..

Ribeiro acrescentou que a Light assinou o contrato de compra (chamado PPA) com a termelétrica do grupo EDF, na época do racionamento, porque a legislação estimulava a construção de termelétricas e permitia a auto-contratação de energia. O contrato de compra de energia com a termelétrica do grupo é de 20 anos. O novo modelo do setor elétrico deverá proibir a auto-contratação.


[07/NOV/2003]


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