O consultor de informática Luís Fernando Rocha, de 24 anos, nunca se preocupou em verificar selos de eficiência energética na hora de comprar aparelhos eletrodomésticos. Mas, com o racionamento de energia, mudou de hábito. Recém-chegado ao Rio de Janeiro, ele está pesquisando os melhores preços e os produtos que consomem menos energia para equipar sua casa. Começou pela geladeira.
Apesar de ter conseguido atingir a meta de 100 quilowatts/hora por mês (kWh) estipulada pela distribuidora de energia, Rocha promete não relaxar com a economia.''Procurei a geladeira que consumisse menos e, logicamente, que tivesse o preço mais em conta'', confessou. Ele até procurou modelos mais práticos, como a geladeira frost-free - que não precisa degelar -, com freezer e refrigerador em um só aparelho, mas desistiu quando se deu conta do consumo de energia. O modelo consumia mais que o dobro de eletricidade (65 kWh/mês). ''Se não fosse o selo do Procel não saberia que que gastava tanto. Foi uma boa iniciativa. Espero que se estenda para todos os aparelhos''.
Mais econômico - No entanto, como esse projeto ainda está sendo discutido, alguns consumidores ficam perdidos ao escolher o utensílio mais econômico. É o caso da agente de viagens Marcia Almeida, de 50 anos, que, ao comprar uma máquina de lavar, teve que recorrer ao encarte da loja para se informar sobre os quilowatts/hora consumidos. ''Se não fosse o anúncio da empresa, não sei como faria para descobrir'', reclamou.Marcia optou pela troca do produto porque está desconfiada que sua máquina de lavar gasta muito. ''Para ter uma idéia, era só ligar que algum cômodo da casa apagava'', contou.