|
Armínio admite que
IPCA estoura meta
RIO E BRASÍLIA -
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, admitiu ontem que a inflação medida pelo IPCA está acima dos 6% fixados como limite no acordo com o Fundo Monetário Internacional. O ''eventual desvio da meta'', segundo ele, é causado por circunstâncias extraordinárias de choque de oferta, como o racionamento.
''A trajetória de inflação está na convergência de patamares desejados'', garantiu. O presidente do BC voltou a defender o câmbio flutuante, explicando: ''Não temos, nem pretendemos ter, a precisão da engenharia ao conduzir a política de metas'', concluiu.
Mais inflação - Apesar do otimismo de Fraga, as instituições financeiras estão prevendo mais inflação e menor crescimento para a economia brasileira neste e no próximo ano: na semana passada, elevaram a previsão do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano, dos 6%, estimados na semana anterior, para 6,08%.
A previsão para o próximo ano foi alterada de 4% para 4,02%. E o crescimento econômico deste ano deve ficar em 2,5% e não nos 2,7% esperados há duas semanas pelos bancos. Em 2002, segundo os bancos, a economia brasileira deverá crescer apenas 3,2%.
IGP-M - A alta do dólar e o reajuste dos preços administrados pelo governo foram os responsáveis pela inflação de 1,48% registrada no mês de julho pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas. O índice ficou bem acima dos 0,98% de junho e é o maior desde agosto do ano passado. Seu impacto foi sentido tanto nos preços do atacado (1,73%) quanto nos do varejo (1,10%).
|