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Elis e Tom remix


Divulgação

O disco 'Elis e Tom', gravado há 30 anos, será relançado pela gravadora Trama, dirigida por João Marcelo, filho da cantora

Item obrigatório em qualquer discoteca básica, o encontro Elis e Tom será relançado pela gravadora Trama, dirigida pelo filho da cantora, João Marcelo Bôscoli, com nova mixagem para CD estéreo e surround 5.1 assinada por Cesar Camargo Mariano, seu padrasto, o pianista e arranjador do LP original. Cesar preocupou-se em não alterar o som inicial e para isso desenhou um mapa com a posição dos instrumentos durante a gravação nos estúdios MGM, em Los Angeles, há 30 anos. ''O que mudou foi a panorâmica do áudio. O ouvinte comum vai ficar mais envolvido com o estéreo e no formato 5.1 terá um som de cinema com uma sensação tridimensional'', descreve ele. Cesar replanificou o estéreo, abriu os oito canais da gravação original em fita analógica e os mixou usando tecnologia atual junto com equipamentos valvulados da época. Eliminaram-se os ruídos, exceto em alguns momentos os pés marcando o compasso, mas os diálogos entre Elis Regina e Tom Jobim foram mantidos. O projeto Elis e Tom - Edição especial sai numa mesma caixa em CD e DVD áudio em agosto. No exterior haverá ainda uma edição em vinil.

Matt de volta

Um dos pilares do beije sound inglês que rebobinou a bossa nova, popeou o jazz e roqueou a latinidade, o trio Matt Bianco volta 20 anos após a estréia ao ver triunfar nas paradas Norah Jones, Jamie Cullum e Diana Krall. Ressurge no CD Matts mood, em maio, na formação original com os músicos ingleses Mark Reilly e Danny White e a cantora polonesa Basia (Trzetrzelewska), que em carreira solo chegou a gravar uma ode pessoal para sua ídola Astrud Gilberto. Ao novo disco não falta um Ronnie's samba (referência ao sax convidado Ronnie Ross) e mais o blues Wrong side of the street e o single Ordinary day.

Crumb escala Aracy

Capista do disco da decolagem de Janis Joplin a bordo do grupo Holding Company nos 60, e um dos maiores quadrinistas do mundo, Robert Crumb tem seu lado David Byrne. Faz coletâneas caprichadas (o projeto gráfico nem se fala) de raridades que descola planeta afora, como Hot women - exotic & spicy. Fisgado por Geraldo Leite do grupo Rumo, que sempre circulou entre a vanguarda e as especiarias, o CD agrupa ''cantoras das regiões tórridas do planeta extraídas de discos 78 rotações''. E entre cantoras do Vietnã, Algéria, Chile, Cuba, Havaí e Madagascar reluz a nossa rainha do teatro de revista Aracy Cortes (1904-1985), com direito (como as outras) a uma pequena biografia no encarte. Pena é a omissão dos autores - Ismael Silva e Nilton Bastos - do magnífico samba Quero sossego, que ela gravou em 1931.

Simonal encaixotado

O supercantor Wilson Simonal terá este mês a era de ouro de sua obra, entre 1961 e 1971, agrupada numa caixa com nove CDs (208 músicas, de 12 LPs) mais um livro ilustrado. Wilson Simonal na Odeon, produzida pelos filhos cantores e compositores Wilson Simoninha e Max de Castro, trará ainda singles, raridades, lados B e inéditas, tudo remasterizado em 24 bits. No livro, biografia, entrevistas e discografia.

Leila sinfônica

O lado instrumentista de Leila Pinheiro a conduz para um caminho sinfônico desde 1999, quando foi a solista convidada da Orquestra Sinfônica de Jerusalém. Na apresentação, cantou e tocou piano sob a regência do maestro Nelson Ayres. Atuou ainda na Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião, regida por Francis Hime em 2000 e, no ano seguinte, com a Orquestra do Teatro Nacional Claudio Santoro, de Brasília, regida por Silvio Barbato. Amanhã e domingo, vai de Guinga, Edu Lobo e Chico Buarque com a Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul, do maestro Fernando Berti Rodrigues. Dia 19 de maio será uma das solistas da Jazz Sinfônica, na Sala São Paulo, em homenagem a Eduardo Gudin. E no início de junho, em Tatuí, interior paulista, onde já regeu a Orquestra de Sopros Brasileira a convite do renomado conservatório local, Leila volta com a mesma orquestra e também a Big Band dos maestros Neves e Dario Sotero.

The Beatles debutam

73 milhões de espectadores sintonizaram o Ed Sullivan Show na rede CBS em 9 de fevereiro de 1964 para ver um grupo estreante nos EUA, uns tais The Beatles. O fenômeno se repetiu em três outros programas até setembro de 1965. No auditório, adolescentes berrantes e ídolos do pugilismo como Joe Louis e Sonny Liston. A história completa desse desembarque (incluindo os engraçados anúncios de época, atrações circenses e comediantes) está no DVD The four complete historic Ed Sullivan shows featuring The Beatles (ST2).

Leela no forno

Com 120 shows realizados em todo o país durante seus três anos de existência, o grupo indie carioca Leela (ao lado) prepara o primeiro disco que sairá pelo selo Arsenal/Sony Music, do produtor Rick Bonadio (Charlie Brown Jr. CPM 22, Mamonas). Serão 10 inéditas de lavra própria e uma versão para Rádio blá, de Lobão, Tavinho Paes e Arnaldo Brandão, pai de Rodrigo Brandão, guitarrista do grupo, que tem ainda Bianca Jhordão (guitarra e voz), Luciano Grossman (bateria) e Tchago (baixo). A produção do álbum, realizada no estúdio Midas, em São Paulo, é de Bonadio e Rodrigo Castanho. O single promo Ver o que faço (Bianca/ Rodrigo) entra nas rádios em maio. Vem acompanhado de uma faixa multimídia, produção da banda, mais um vídeo do making off em estúdio e da apresentação da música ao vivo. O álbum sai em junho. Participação especial do co-autor Fausto Fawcett (com Rodrigo e Bianca) na faixa Último jantar.

ALTA ROTAÇÃO

  • Novo guitarrista de toque sutil e fraseado inventivo, o paulista de Franca Diogo Figueiredo, 23, se lança em Segundas intenções (Atração) com recriações brilhantes de Sampa, Mucuripe, Samba de verão e Chorinho pra ele.

  • Violonista veterano, o virtuose Claudio Almeida sintetiza seu estado em Alma pernambucana (claudioalmeida2004@ hotmail.com), onde associa composições próprias (Ipaneminha, Ariano) a clássicos alheios de Alceu Valença, Lenine, Geraldo Azevedo, Capiba e até Reginaldo Rossi (Garçon).

  • A banda Forroçacana assina com a Indie para lançar o CD Os maiores sucessos do São João. Inclui: Chegou a hora da fogueira, Antonio, Pedro e João, Capelinha de melão, Olha pro céu e outros incorporados, como Festa do interior e Asa branca.

  • Com um visual na linha de Erika Badhu, Luciana Mello finaliza o quarto disco (estreou como Luciana Rodrigues aos 16 anos, na Movieplay) novamente dirigida pelo mano Jair Oliveira, que fornece inéditas como Mansas manhãs. O CD sai em junho pela Universal reunindo de Claudio Lins (Impaciência) ao Bororó da novela (Da cor do pecado).

  • Tentativa de furar o bloqueio noveleiro da Globo, Metamorphoses, da TV Record, tem trilha sonora lançada pela MZA do produtor Marco Mazzola. Junta Milton Nascimento, Pitty, Renata Arruda, Zeca Baleiro, Gal Costa e Zizi Possi.

  • Pela primeira vez um festival musical foi realizado via rádio. Agora sai em CD, distribuído pela Trama, com as 15 classificadas (inclui a vencedora Razão, pelo autor Paulo Gabirú e Xangai), o 1º Festival de Música Educadora FM de Salvador.

    TELE GRÁFICAS

  • Hoje, no Dia do Choro (leia página B8), e amanhã, tem Altamiro Carrilho no Mistura Fina. Dia 28, a casa recebe Elza Maria num show homenagem aos 90 anos do compositor Lupicínio Rodrigues.

  • Dia 28, no canal Multishow, rola Dudu Nobre ao vivo, projeto que se completa nos já lançados CD e DVD. Entre os convivas, de Martinho da Vila a MV Bill, Lenine e Gabriel O Pensador.

  • Hoje tem 360º do LS Jack no Ballroom, dentro da turnê Tudo outra vez.

  • Dia 27, a Orquestra de 11 Cabeças apresenta-se no Butiquim Carioca de Botafogo.

  • Terça, no Sesc Copacabana, o compositor Livio Tragtenberg desvela seu CD Novas danças brasileiras, onde ''rearranja, remodela e trucida ritmos brasileiros tradicionais''. Alguns títulos: Samba rasqueado aos sábados, Bossa bolero dos ais!, Mirror merengue. A cantora Lucila Tragtenberg participa e homenageia o poeta Haroldo de Campos retrabalhando sua voz em Âmago do ômega.

  • Hoje e amanhã, o grupo Onda-R reforça o lado jamaicano da noite da Lapa. Mostra no disco Alma, na abertura do show do Rappa na Fundição Progresso, seu reggae ''texturizado'' pelo rock.

  • Claudio Henrique relança seu CD de estréia acrescido de uma inédita, a versão de Just like a woman, de Bob Dylan, na Fnac da Barra, dia 28.

  • Há 15 anos sem apresentar-se no Rio, o ex- Vímana (ao lado de Lobão, Ritchie e Lulu Santos) Luis (Paulo) Simas tem show agendado para novembro no Mistura Fina.


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    [23/ABR/2004]


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