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Ano Maria Rita


Divulgação

A cantora terá lançamento em 15 países

Depois de vender 600 mil cópias no formato CD e outras 80 mil no DVD, Maria Rita teve seu disco de estréia lançado em luxuosa edição de vinil, um álbum duplo com 15 faixas, incluindo Estrela, estrela (Victor Ramil) e Vero (Natan Marques/ Murilo Antunes), que só estavam disponíveis em edições interativas. Sexta passada, ela recebeu da diretoria de sua gravadora, a Warner, no camarim do Claro Hall, o CD duplo de platina - pelos padrões antigos da Associação Brasileira dos Produtores de Discos. A empresa também deu disco de ouro para as Lojas Americanas, responsáveis pela venda de 100 mil cópias da cantora, que mesmo no quarto mês de gravidez continua na estrada. Até o carnaval, ela faz o Sul do País e em março o interior paulista. Considerada prioridade internacional pela gravadora, seu disco terá lançamento simultâneo em 15 países, em abril.

Ney na parede

Raro artista que comanda e conceitua a própria carreira, Ney Matogrosso em seu novo CD divide microfones com Pedro Luís e a Parede. Intitulado Vagabundo, o CD chega às lojas no final de março numa parceria da Som Livre com a Universal. A parede percussiva de Pedro Luís dá nova vida ao hit Assim assado dos Secos & Molhados. Gravada originalmente pelo grupo Karnak de André Abujamra, O mundo e mais Transpiração, de Alzira Espíndola e Itamar Assumpção dividem espaço com inéditas como Jesus, que a exemplo dos sambas-enredos é de autoria coletiva: Pedro Luís, Lucas de Oliveira, Dado, André Pessoa, Rodrigo Cabelo, Beto e Gustavo Valente.

Disco de lata

A propósito, que mancada da ABPD reduzir a cota de vendagem necessária para os troféus disco de ouro, platina, diamante etc. Com isso, cria-se duas classes, a dos premiados da era de ouro e a dos agraciados do tempo da meia-boca.

Jair na bossa

O veterano cantor paulista Jair Rodrigues volta em novo disco pela Trama, produzido por Paulo Dafilin e Marcelo Maita. A nova bossa por Jair Rodrigues repagina antigos standards do movimento (O barquinho, Garota de Ipanema, Eu sei que vou te amar) e outros tipos de samba, como Saudosa maloca e Aquarela do Brasil, além da nova do filhão Jair Oliveira, Falso amor (Fake love).

Vivaldi & Pixinguinha

Sai no formato CD um clássico literal do crossover choro/música erudita. Vivaldi & Pixinguinha (Atração), gravado em 1980, marca a estréia da Camerata Carioca com Joel Nascimento no bandolim solista, mais piano e cravo do patrono Radamés Gnattali, além de João Pedro Borges e Mauricio Carrilho (violões), Luis Otávio Braga (violão de 7 cordas), Henrique Cazes (cavaquinho) e Beto Cazes (percussão). O intercâmbio do barroco europeu com o subúrbio carioca rola do Concerto grosso Op. 3 no. 11 (Estro armonico) aos temas de Pixinguinha Vou vivendo, Ingênuo, Marreco quer água e Um a zero.

Todos os sambas

O projeto Brasil de todos os sambas do CCBB fecha neste final de semana com o ramal de Minas Gerais capitaneado pelo nativo Sérgio Santos, seu parceiro carioca Paulo Cesar Pinheiro e a cantora Amélia Rabelo. Na semana passada, no mesmo palco, a filial paulista com o Quinteto em Branco e Preto, e o anfitrião carioca Moacyr Luz exibiu um showzaço de Germano Mathias, em excelente forma aos 69 anos. ''É uma idade sexual'', brincou em seu humor corrosivo, que não poupou ninguém, a começar pela própria figura histriônica (''procurei no dicionário, sou paiaço mesmo''), as sociedades de direitos autorais e a baixa venda de seus discos. ''Recebi uma ótima notícia da gravadora. Meu CD não será pirateado porque ninguém compra mesmo'', debochou. Por ironia, ele não estava à venda nem no próprio teatro, para que o público - com os notáveis Roberto Silva e Luis Vieira na platéia -, pudesse levar para casa seu estupendo fraseado em sambas muito bem escolhidos. O que teria de ser perpetuado em DVD é o desempenho incendiário de Germano, que emula um trombone de boca com incríveis variações, às vezes rebatido por uma cuíca bucal de estontear.

  • No Sesc Vila Mariana, em São Paulo, termina domingo o projeto Sotaques do samba, que reuniu 14 atrações de sete estados em torno do velho gênero. Hoje nos sotaques eletrônicos juntam-se o pernambucano Otto (cujo disco de estréia foi Samba pra burro) e a paulista Andréa Marquee. Amanhã, os maranhenses Antonio Vieira e Zeca Baleiro e o baiano Riachão. Domingo, Wilson das Neves e Velha Guarda do Império, o mineiro Vander Lee e a Velha Guarda da Camisa Verde e Branco de SP.

  • Hoje, na Lona Cultural Gilberto Gil, em Realengo, abertura da série Homenagem - Velhas-guardas, com a do Império Serrano. Amanhã tem a Velha-Guarda da Estácio de Sá na Lona Carlos Zéfiro, em Anchieta, e domingo a de Vila Isabel, na Lona Hermeto Pascoal, em Bangu.

    Semente rebrota

    Fechado em junho passado após cinco anos de funcionamento, o bar Semente, na Lapa, onde vicejou toda uma geração de sambistas e chorões - de Teresa Cristina e o grupo Semente ao Tira Poeira e Yamandu Costa -, rebrota em caráter experimental até março. A Comuna do semente abre só nas noites de segunda e quinta. As despesas são divididas em cotas adquiridas por indivíduos ou grupos de músicos, que poderão convidar amigos e apreciadores de música, já que o novo espaço trocará o altar do consumo pelo da criação.

    Ponte hip-hop

    O projeto Expressões urbanas solta seu primeiro rebento, o CD Mix France-Brasil (ST2 Records) congregando ases do hip hop. Há inéditas de nativos como o badalado De Leve (Babilonia teima), Instituto (Poesia de concreto), Xis (Gírias do norte), o ex-Planet Hemp Zé Gonzales (A luta continua) e Mamelo Sound System (Pra elevar a alma). Na contrapartida, os franceses Pyroman (Pyroman théorie), Kid Royal S (F** Capitaine A.), Roquin' Squat (Libre) e mais.

    TELE GRÁFICAS

  • Fechando a tampa de sua Gafieira moderna no Ballroom, dia 17, Joyce recebe a cantora Leila Pinheiro, que repaginará os clássicos Maracangalha, Se acaso você chegasse e Não deixe o samba morrer.

  • No mesmo dia, no Canecão, o Grupo Cultural Afro Reggae celebra 11 anos rodeado de convivas como MV Bill, Gabriel O Pensador, Fernanda Abreu, Falcão (O Rappa) e os grupos Afro Samba (com Almir Guineto e Arlindo Cruz), Makala (com Elza Soares, Lenine e Lira, percussionista dos Paralamas) e Banda Kitoto (Toni Garrido e João Fera).

  • O violonista/autor Jorge Simas mostra no Mistura Fina, de 26 a 28, seu CD Pela palavra, acompanhado por Alceu Maia (cavaquinho), Dirceu Leite (sopros), Alexandre Carvalho (baixo), Moacyr Neves (bateria), Zizinho e Pelé (percussão).

  • Com pré-estréia dia 18 na Casa de Ruy Barbosa e exibição dia 29 na mostra Documentando a música brasileira, o filme Os devotos do samba , de Maria Claudia Oliveira, captura os blocos de rua do Rio, entre eles o Simpatia, Suvaco de Cristo, Barbas e Carmelitas.

  • Aos domingos, de 10h ao meio-dia pela FM comunitária Stylo (105.9), Getúlio Mac Cord manda seu Pipoca moderna - da tradição à vanguarda, ''de Arrigo Barnabé a Vicente Celestino''.

  • Zélia Duncan abre no próximo dia 17 a edição deste ano do projeto Paradiso café . O show Sortimento terá entrada franca.

  • Aos sábados, na Casa Rosa, em Laranjeiras, tem Mix 80 reunindo Toni Platão (Hojerizah), Guilherme Isnard (Zero), Eduardo de Morais (Finis Africae), Arnaldo Brandão (Hanói, Hanói) e convidados.

    ALTA ROTAÇÃO

  • Já nas bancas o número 2 da revista Outra coisa, de Lobão. Na capa, entrevista com Marcelo Yuka (''o funk carioca é a coisa mais punk dos ultimos tempos''), outra com o deputado Fernando Ferro (PT-PE), que tenta a criminalização do jabá (''a ditadura militar foi substituída pela censura econômica'') e um CD bônus do gaúcho Wander Wildner, No ritmo da vida.

  • Mares profundos, o novo disco da baiana Virgínia Rodrigues, dedicado aos afro-sambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes, ganhou quatro estrelas e afagos da revista Down beat (''uma das maiores maravilhas vocais do Brasil''). Sai em março aqui e na Europa, por onde a cantora faz turnê promocional.

  • Para carnavalescos e foliões em tempo integral, o vereador Eliomar Coelho (eliomar@camara.rj.gov.br) editou o guia Rio que encanta, com rodas de samba, blocos e discos de MPB.

  • C'mon America perpetua em DVD a performance de Sheryl Crow num mega concerto em Ohio, no ano passado. Durante mais de duas horas desfilam sucessos como Run, baby, run, If it makes you happy e All I wanna do. Já o DVD duplo Moby Play traz os clipes pirados do astro eletrônico (Bodyrock, Find my baby, Natural blues, Why does my heart feel so bad?), nada menos de 19 remixes ( de Porcelain a Run on), um filme de Moby de 20 minutos (Give an idiot a camcorder), registros ao vivo no programa de Jools Holland e até a alternativa de remixar duas de suas canções.


  • [13/FEV/2004]


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