Que o brasiliense gosta de uma festa ninguém discute. Não saberia dizer com certeza se nas outras capitais brasileiras se celebra com tanto requinte ocasiões especiais como aqui, mas eu duvido. Tudo é motivo de festa - dos tradicionais casamentos, batizados, bodas, festas de 15 anos até ocasiões mais corriqueiras como despedida de amigos, inauguração de casa nova e nomeação de cargo. Até as festas de crianças, que em outros lugares são celebradas com a tradicional bandeja de brigadeiros e um bolo temático, aqui em Brasília toma proporções cinematográficas.
O fato de reunir para celebrar é um hábito tão antigo como a nossa civilização e pesquisando nos livros de história veremos que nos tempos passados as celebrações eram mais magníficas e esplendorosas que as de hoje. Eram chamados banquetes as grandes celebrações e o tema central era sempre a comida. Dela vinha toda a ostentação e o luxo, seja na apresentação, no volume de comida servida e no preço dos alimentos servidos.
Na Grécia antiga o cozinheiro era considerado um artista e pago melhor que qualquer outro empregado doméstico. Muitos deles eram homens de educação que declamavam poesias e eram convidados à mesa dos convidados no final das refeições. A culinária era considerada uma arte pelos intelectuais e para muitos um novo prato era tão importante quanto um novo poema. Já em Roma, até o governo do imperador Augusto, os banquetes eram reservados somente aos homens e eram geralmente para nove convidados. O imperador mudou as regras e admitiu as esposas à mesa, mas quase nunca com mais de 24 convidados. Parece que os romanos eram muito parciais a fofoca e foi criado o seguinte hábito: era colocada uma rosa na mesa em frente do lugar de cada convidado e este era o sinal do anfitrião para que o que fosse discutido durante o jantar não fosse comentado depois. Esse costume levou à expressão sub-rosa, usada até hoje. Os romanos também apreciavam um bom vinho e ele era servido com generosidade. Eles importavam vinho da Espanha e da Grécia e para cada novo vinho era tocado um trompete e anunciadas a origem e a safra. Até 12 tipos de vinhos diferentes eram servidos em um banquete romano.
No Egito, as mulheres eram tratadas em igualdade com os homens e se sentavam nos banquetes ao lado de seus maridos. A comida era refinada e o divertimento ficava por conta de dançarinas e às vezes a própria dona da casa cantava. Depois de um jantar não era incomum o anfitrião mandar um empregado passar com uma bandeja contendo um pequeno caixão e a imagem de madeira de um defunto enquanto se cantava ''olhe aqui, beba e seja feliz, porque quando você morrer, assim você ficará''. Essa era a maneira egípcia de lembrar quão efêmeros são os prazeres da carne. Enfim, é difícil se imaginar algo mais mórbido mas também mais verdadeiro!
Chegamos então à Europa e à Idade Média, onde os banquetes se tornam instrumentos políticos. Era no gasto exagerado com a comida e a bebida que se mostrava o poder político. O luxo e a ostentação tomaram proporções gigantescas - em um casamento da nobreza em 1543 consta que foram abatidos nove bois, 18 vitelos, oito carneiros, 80 leitões, 100 cabritos, 150 capões, 200 galinhas, 120 aves, 80 gansos, 60 perdizes, 70 narcejas e mais 200 peças de caça. Em um banquete como esse não era raro se servir 200 pratos diferentes.
Durante o reino de Carlos Magno (800-814) se estabeleceu que os vassalos deviam oferecer ao seu senhor um banquete pelo menos uma vez ao ano. Daí surgiu o costume, até hoje em vigor na França, da municipalidade oferecer um jantar aos seus habitantes, normalmente no dia 14 de julho. Foi durante o século 13 que surgiu o forro de mesa e era educado limpar as mãos e a boca no próprio forro. Durante os banquetes, o forro era trocado várias vezes.
O termo banquete vem do francês bancs, que gerou o termo banquet. Segundo os historiadores, na Idade Média se comia em mesas feitas de prancha de madeira montada sobre cavaletes e com bancos em volta. Durante séculos e até muito recentemente, a comida era a principal atração dos banquetes, e a apresentação, um espetáculo à parte. Tortas que quando cortadas passarinhos voavam, pássaros assados e remontados como vivos com toda as plumas de volta, purês que eram moldados das mais diversas formas e cores. A disputa entre as casas nobres era acirrada, sem contar com as festas eclesiásticas que também eram de uma riqueza extraordinária.
Hoje quase não se fazem mais banquetes - só em ocasiões muito formais. As festas se tornaram um palco para a expertise de vários profissionais. A comida deixou de ser a principal estrela, apesar de continuar sendo uma das mais importantes, mas ela divide o palco com a ambientação, a decoração, o tema, a música e todos os detalhes que fazem de uma festa bem organizada um sucesso certo. Brasília conta com excelentes profissionais nesta área, mas alguns de destacam pela originalidade e atualidade de seus projetos. A Lys-Societá, de Ana Flávia Coelho, foi criada em 1989 e desde então se tornou um marco em assessoria e decoração de festas. Da idéia inicial à execução eles se ocupam de tudo com uma equipe de profissionais para realizar os mais insólitos desejos. Recepções, casamentos, jantares, cerimônias, festas temáticas, coquetéis, formaturas, enfim - o importante é planejar com antecedência, pesquisar e saber escutar o profissional. A Lys-Societá também aluga e vende material para festas. Visite a loja e comece a sonhar a sua festa.
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