Abrigar um grande evento esportivo internacional pode mudar a história de uma cidade, trazendo ganhos de longo prazo, e isso não é conversa de políticos. O Ranking Global de Indicador de Performance 2004, da consultoria Deloitte Touche Tohmatsu, ajuda a ilustrar a tese com números expressivos. Atenas, sede da Olimpíada de 2004, saltou do 49º lugar na lista, em 2000, para o 15º. O crescimento na receita média por quarto de hotel disponível na capital grega saltou 66% no período, para US$ 121.
Os reflexos são duradouros. Sydney, que abrigou os Jogos de 2000, soube capitalizar o evento e dinamizou sua indústria do turismo de forma extraordinária. Da 34ª posição no ranking do ano olímpico, pulou para a 20ª em 2004. Isso apesar do câmbio desfavorável, que engole boa parte do faturamento.
- A maior cidade australiana supera, ano a ano, seus índices de performance em hotéis - atesta John Auton, gerente-sênior da área de Auditoria da Deloitte.
Os números são um aperitivo do que o Rio de Janeiro pode experimentar após o Pan de 2007. Sem falar na Copa do Mundo de 2014, que trilha o caminho de volta para o Maracanã a passos largos.
Tabaco na telinha
Setembro é o prazo para a indústria do fumo se adequar às novas regras de patrocínio esportivo no Brasil, que prevêem a remoção das marcas, mesmo em eventos internacionais. Como o Grande Prêmio de F 1, marcado para daqui a exatos quatro meses e meio. A expectativa é de que os carros tragam faixas brancas em lugar de nomes como Marlboro e Benson & Hedges. Mas já há articulações para que a aplicação da lei fique para depois do GP, a exemplo do circo armado no ano passado. É pagar para ver.
Acréscimos
nQuem diria: um dos esportes mais aristocráticos do planeta, o tênis finca bandeira num antigo reduto comunista. O Vietnã, aquele pequeno país asiático que venceu os EUA numa das guerras mais sangrentas do século 20, agora sediará disputas mais amenas: em setembro, a ATP promove torneio histórico. Será na Cidade de Ho Chi Minh.