Barradas nos primeiros Jogos da era moderna (Atenas-1896), as mulheres ganham cada vez mais força no universo olímpico. Em Atenas-2004, são esperadas 4.560 atletas, 43,4% dos cerca de 10.500 que devem participar das competições, segundo informações do Comitê Organizador. Recorde absoluto. Na delegação chinesa, por exemplo, são 269 mulheres, quase o dobro dos 138 homens. Nos Jogos deste ano, elas também deixam para trás mais um preconceito, estreando na luta livre. Agora, os únicos dos 28 esportes olímpicos sem sua presença são boxe e beisebol.
Na delegação brasileira, elas também estão fazendo história. Na Grécia, serão praticamente a metade dos participantes - 122, contra 123 homens. A evolução em apenas oito anos, desde Atlanta-1996, é marcante: nos EUA, somavam apenas 66 atletas (29,3% do total), e em Sidney-2000 já tinham avançado para 94 (45,8%).
E o melhor é que algumas delas estão longe do papel de figurantes e constituem nossas maiores esperanças de medalhas. Caso de Daiane dos Santos, na ginástica, e das meninas do vôlei de quadra e de praia. Sem falar no futebol verde-e-amarelo, que só estará nos gramados gregos representado pelo outrora sexo frágil.
A força do Banco Espírito Santo
O Banco Espírito Santo (BES) virou a Meca para a peregrinação de dirigentes de clubes brasileiros interessados em construir estádios próprios. Não por acaso: o grupo português ajudou a erguer a versão moderna do templo do futebol inglês, Wembley, e os novos palcos para times como Porto, Sporting de Lisboa, Benfica e Chelsea. Seu principal executivo na área financeira no Brasil, Ricardo Espírito Santo, não nega as informações sobre conversas com cartolas de Botafogo, Flamengo, Corinthians e Vitória-BA, mas avisa que o BES não está disposto a pôr seu dinheiro em estádios no país.
O modelo de negócios nestas praias é o do project finance. Traduzindo: o banco estrutura a operação, que é bancada por outros investidores, em troca de receitas futuras com a exploração das novas instalações.
- Na Europa, em alguns casos, até entramos com recursos, mas geralmente trabalhamos com project finance. No Brasil, ainda há a questão da falta de credibilidade dos clubes, que só agora começam a se tornar empresas. Mas se houver um grupo de investidores interessados, estamos dispostos a avaliar o negócio - afirmou, acrescentando que, por enquanto, todos os contatos foram preliminares.
No modelo europeu, os estádios de futebol tornam-se espaços múltiplos, funcionando como shopping centers, com lojas, academias de ginástica, restaurantes, e abrigando espetáculos musicais. Garantia de receita para quem participa do empreendimento, desde que não haja surpresas, como penhora de bilheterias devido a ações judiciais para execução de dívidas.
Botafogo de olho na sucessão
No Brasil, mesmo que o negócio fosse irresistível, ainda haveria um obstáculo para o BES injetar recursos na construção do novo estádio do Botafogo. A instituição portuguesa atua no país apenas como banco de investimento e não realiza operações de crédito. Pelo jeito, o clube terá que contar mesmo com o apoio da Petrobras e da Vivo, como
No Campo dos Negócios revelou na semana passada. As empresas já exploram espaços publicitários no clube (inclusive o megapainel da empresa de celular na Enseada de Botafogo) e estariam interessadas em reforçar suas marcas no sonhado estádio da Zona Portuária.
A Petrobras do alvinegro José Eduardo Dutra poderá até roer a corda, impedida pela Justiça de patrocinar devedores de tributos federais (o Flamengo não vê a cor do dinheiro do petróleo desde o ano passado).
Mas ainda há um plano B: a Prefeitura do Rio, à espera da reeleição de Cesar Maia. O prefeito já demonstrou interesse no projeto, não só por motivos afetivos, mas também pelo sonho de revitalizar a Zona Portuária. Juntaria a fome com a vontade de comer.
Isso é leviano e pode até atrapalhar a nossa negociação.
Bebeto de Freitas
Presidente do Botafogo, caindo em contradição ao tentar negar a informação desta coluna de que o novo estádio do clube contaria com ajuda da Petrobras, da Vivo e do Banco Espírito Santo
Acréscimos
As 260 bandeiras do Brasil que a delegação brasileira levará na bagagem para Atenas foram produzidas no projeto Pintando a Liberdade, do Ministério do Esporte, com recursos das loterias da Caixa Econômica Federal. Todas feitas à mão por presidiários que trabalham na oficina do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Um dos 11 patrocinadores oficiais dos Jogos, pingando US$ 603 milhões nos cofres do Comitê Olímpico Internacional desde 2001, a Kodak enfrenta um pesadelo logístico: a empresa é responsável pela produção de mais de 350 mil credenciais que serão usadas por atletas, treinadores, árbitros e voluntários em Atenas.
A Oi lança segunda-feira o Estação Oi, serviço que oferecerá notícias sobre os Jogos de Atenas e posição do Brasil no quadro de medalhas em tempo real. Para acessar o portal, basta discar *123 (no caso de celulares da operadora) ou 8803-1616 de qualquer telefone.
Última chance para participar da promoção "Dê férias para o seu pai", da Siemens Mobile e do site Submarino. Quem comprar celulares Gigaset Siemens no Submarino.com, até o dia 15, concorre a uma viagem com acompanhante para a Espanha, com direito a assistir a uma partida do Real Madrid, time de Ronaldinho, Beckham, Zidane e Cia., patrocinado pela empresa alemã.
Evento paralelo à Adventure Fair 2004, que começa hoje no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Adventure Fashion promete os últimos lançamentos da moda voltada para a turma dos esportes radicais. Marcas como Adidas, Salomon, Timberland, Tribo dos Pés e Wollner já confirmaram presença. Até a Caloi, mais conhecida por suas bicicletas, vai ocupar a passarela, com sua nova linha de roupas e acessórios esportivos.