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Veteranos

Nesta semana está sendo realizado o Mundial de Veteranos, em Fort Lauderdale, na Flórida, nas categorias de 35, 40, 45 e 50 anos. Destaque para Penfords (vice-campeão de Roland Garros, em 86, perdendo para Lendl) e Tobias Svantesson, ambos da Suécia, e Frank Fevrier, da França, na categoria de 35 anos; Pablo Arraya, do Peru, na de 40; e Solomon, dos EUA, na de 45.

Patrícia Medrado, campeã do ano passado e a favorita para levantar o caneco outra vez, na categoria dos 45 anos, foi vice-campeã, na semana passada, com Beatriz Chrystman e Doris Gelailete na competição por equipes, melhor resultado que o Brasil obteve. Aliás, se a CBT desse uma forca ao tênis veterano, o Brasil poderia alcançar ótimos resultados, brigando pelos títulos. A CBT é a única federação entre todas que não dá nem passagem aos nossos representantes. Assim, só com milagre a gente pode esperar melhores resultados.

Com o pé direito

Guga começou com o pé direito sua volta ao circuito. Ganhou a primeira partida com relativa facilidade, do Davydenko, o que deve aumentar a sua confiança para os próximos jogos. Essa volta ao circuito, depois de um tempo parado, é difícil, porque por um lado custa a entrar em ritmo. Em compensação, o foco na bola, a vontade de acertar é maior. Muitas vezes acontece de um tenista jogar seu melhor tênis depois de voltar de uma contusão, quando a cabeça está mais clara e vazia. Depois de algumas semanas volta a rotina, o que quer dizer que o tenista volta a ligar o automático, perdendo a criatividade e parando de curtir os pontos, o que é ruim.

Como o Guga demora um ou dois torneios para encontrar o seu melhor ritmo, o fato de começar bem agora deve aumentar bastante também o astral. E quando Guga está no seu melhor astral não tem para os adversários. Fica muito difícil de alguém ganhar dele, principalmente no saibro. Apesar de achar que sua volta foi um pouco precipitada, de qualquer maneira o fato de estar bem é uma grande alegria para quem gosta de tênis e especialmente para nós, brasileiros, que nos acostumamos a assistir às fantásticas vitórias desse genial tenista. Ele, que mescla tão bem simpatia, garra e habilidade, além de saber como poucos como jogar os pontos importantes de uma partida.

Sampras

Bela atuação do Sampras na semana passada, chegando à final do national dos EUA em quadras de saibro, vencendo inclusive o Agassi, na semifinal, com relativa facilidade. Eu achava que o Sampras já tinha dado seu melhor nas quadras e que, inclusive, estava ainda jogando para dar uma força ao tênis nos EUA. No momento que Sampras e Agassi pararem, o ibope do tênis na imprensa e televisão vai desabar, sem falar no interesse do público que vai assistir às partidas.

Por essa razão, minha grata surpresa de ver o Sampras ressurgir das cinzas. Parte do mérito eu credito ao seu novo técnico, José Higueras, espanhol que deve estar ensinando as manhas de jogar no saibro o seu novo pupilo. Higueras foi excelente tenista no saibro (jogou a Copa Davis ao lado do grande Manuel Orantes).

[02/MAI/2002]

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