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Google fatiado


Vai um pedaço de Google aí? Huuum, que tentação! Imagine, ser dono de um serviço tão básico em nossas vidas que até virou verbo?

Passados quatro anos do estouro da ''bolha'' que arruinou boa parte dos investidores que apostaram suas fichas na internet, parece que o mercado, amadurecido, está se recuperando do trauma. Vide a euforia provocada pelo anúncio da entrada do processo de registro da oferta pública inicial (IPO) das ações do Google.

O entusiasmo é comprovado desde o primeiro resultado da busca por ''Google IPO'' no próprio Google. Trata-se do Google IPO-center, um site que se apresenta como fonte não-oficial de notícias e discussões sobre o assunto.

Dezenas de mensagens vêm sendo postadas diariamente no fórum de discussão, e cada uma delas é acessada centenas de vezes. São palpites, alertas e especulações que indicam que quem participa não está de brincadeira. Não que falte humor aos participantes, mas o que mais transparece é a ansiedade em relação ao lançamento. Para os que querem se inteirar dos fatos, o administrador do fórum publicou um FAQ que esmiúça a história toda.

Além de links para notícias de fontes especializadas em tecnologia e negócios, o site encaminha o visitante ao documento entregue pelo Google à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

Os criadores do site, antes avessos à idéia de abrir o capital, foram muito espertos. Resolveram lançar as IPOs pouco tempo depois de anunciarem o lançamento do Gmail, um serviço de e-mail gratuito que deverá ter capacidade de armazenamento de 1GB - bem mais do que seus principais rivais Hotmail (Microsoft) e Yahoo jamais sonharam oferecer.

Diante de tanta ousadia, é difícil não cair em tentação. Mas vale lembrar o que vovó já dizia: quanto maior a ação maior a reação; quanto maior a altura, maior o tombo.

Fica a provocação: você compraria ações do Google?

  • www.google-ipo.com

    Links patrocinados

    Desmascarados os banners, que se provaram pouco eficazes, além de invasivos, a solução encontrada pelo mercado de publicidade online foi dar à propaganda o disfarce de resposta de busca por palavra-chave. Cada vez que um usuário faz determinadas buscas, recebe, em destaque, respostas pagas, isto é, links para sites de empresas que compraram aquele espaço na página.

    Como seria totalmente antiético o site de busca simplesmente passar links de anunciantes à frente das respostas hierarquizadas pelo sistema através de parâmetros de relevância, os links patrocinados são graficamente indicados como tal. No Google, para não confundir o usuário, eles aparecem na lateral direita da tela. Já outros buscadores concedem a área dos primeiros resultados - a mais nobre da tela - para os anunciantes, podendo confundir os usuários. Fique atento.

    Para saber mais sobre modalidades de anúncio no Google, acesse a página de soluções de publicidade.

  • www.google.com/intl/pt/ads

    Alternativas sim

    Tudo bem que ele funciona bem à beça, mas existe busca além do Google. O Dogpile, lindinho, procura páginas, imagens, multimídia, notícias e produtos. O sistema faz metabuscas, isto é, oferece resultados oriundos de diversas ferramentas de busca. A ordem de relevância é meio maluca, mas na lateral direita há um quadrinho onde se pode refinar a pesquisa clicando em palavras encontradas com freqüência nas páginas contendo a palavra-chave. Vale como experiência e o design pode agradar as crianças.

  • www.dogpile.com

    Busca empresarial

    Para investidores e empresários em geral, o Scannery é uma mão na roda. Ele faz buscas em mais de 13 mil sites de empresas em 55 países, entre eles, o Brasil. O usuário pode focar sua busca por países, setores da indústria e ainda determinar regras para a pesquisa.

  • www.thescannery.com

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    [10/MAI/2004]


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