O e-mail é a ferramenta da internet para COrrespondência. Quase sempre que mandamos uma mensagem eletrônica para alguém esperamos resposta. E vice-versa. Afinal, não somos paredes.
É claro que certas mensagens não devem ser respondidas, como avisos gerais para grupos, spams (corre-se o risco de virar freguês) e provocações maldosas (corta-se o mal pela raiz). Mas é uma questão básica de etiqueta dar retorno a quem escreve uma mensagem especialmente para você. Enviar um ''ok'', ou mesmo um ''não sei'', leva três segundos e evita que a pessoa especule, às vezes equivocadamente, sobre os motivos do silêncio.
A hipótese de extravio, que absolveria quem não responde, é a primeira a ser descartada, afinal e-mails que não atingem o destino retornam automaticamente, com alerta de insucesso. Mais peso teria a hipótese de que a mensagem passou despercebida em meio a tantas outras, o que indica apenas distração. Mas o destinatário se entrega quando responde a outras mensagens do mesmo remetente, às vezes do mesmo dia. Isso pega muito mal, especialmente em relações profissionais, porque omissão denota descaso ou arrogância.
Existem pessoas que têm como política não responder a nada que não lhes interesse. É uma solução prática e confortável a curto prazo, mas o mundo dá voltas e isso pode prejudicá-las no futuro. Nos EUA e na Europa, onde não existe a manemolência brasileira, não responder a e-mails profissionais é passar atestado de incompetência. É bom lembrar disso quando bater aquela preguiça, especialmente nas relações com estrangeiros.
No caso de mensagens pessoais, ignorá-las é como dizer 'não quero falar sobre isso' ou, pior, 'não estou nem aí pra você', o que pode magoar mais do que a própria leitura dessas palavras.
Às vezes uma mensagem longa ou profunda requer uma atenção que não se pode dar naquele momento. Se não puder responder em poucos dias, vale enviar um alô rápido, dizendo que vai escrever mais tarde, com calma.
Semana que vem, leia sobre ética e etiqueta no repasse de mensagens.
Atlas dos mares
Informações sobre movimentos dos blocos de gelo polar, atividade vulcânica submersa, rotas de navegação, temperatura, salinidade e poluição das águas marinhas estão no recém-lançado Atlas dos Oceanos da ONU. O site traz um banco de dados científicos e notícias sobre turismo, habitação, ecologia, alimentos e energia, entre outros temas. Pena que, mesmo só tendo versão em inglês, o sistema costuma ficar too busy (sobrecarregado).
www.oceansatlas.org
Festas juninas
É infalível o site Jangada Brasil, que sempre tem coberturas pontuais sobre o folclore brasileiro. A deste mês é sobre as festas juninas, claro. Leia sobre o ciclo junino_ origem, santos e orixás, tradições, simpatias, festejos, receitas e fogos _, baixe músicas e partituras. A quadrilha Arraial dos Jangadeiros, de Alessandro Valente, é de sair dançando.
Em tempo: balão é out total.
www.jangadabrasil.com.br
Mais arte e cultura
O premiado site Itaú Cultural está de visual e conteúdo novos. As animações em flash são bacanas e divertem, mas dificultam a navegação. Para compensar, a nova busca é eficiente, facilitando o acesso às seções e ao acervo da Enciclopédia de Artes Visuais, com 3.609 verbetes sobre pintura, escultura, gravura, fotografia e instalação e 9.500 imagens de obras brasileiras.
A nova seção Isto é uma foto?, em flash, é um 'percurso educativo' que desvenda, de maneira original, as técnicas usadas por artistas nacionais em suas artes sobre fotografias.
O Panorama da poesia transformou-se no Panorama da poesia e crônica, ganhando verbetes de 44 cronistas. Os textos sobre 31 poetas também autores de crônicas foram ampliados.
www.itaucultural.org.br
Massa crítica
Críticos de cinema são amados por uns e odiados por outros. Mercado vai, mercado vem, eles mudam de publicação e o leitor perde sua referência ou seu alvo de xingamentos. Mas no Críticos.com.br alguns dos melhores (ou piores?) críticos estão reunidos e dão suas opiniões sobre os filmes em cartaz, sem estrelinhas ou bolas pretas. São eles: Marcelo Janot, Carlos Alberto Mattos, Fernando Albagli, Luciano Trigo, Nelson Hoineff, Pedro Butcher e Ricardo Cota.
www.criticos.com.br