No dia 15 ele faz 87 anos. Foi reeleito hoje, mais uma vez, presidente do PSB. Na década passada, foi o redator, apesar de sua dicção ruim a ponto de não ser quase entendido - ou por causa dela -, do manifesto em que os governadores do PMDB acabaram se manifestando por Sarney ter cinco e não quatro anos de mandato. Miguel Arraes tem as lutas dos canaviais na história, velhas lutas, belos dias. Não foi contestado por novos na postura dos contra poder, como Moreira Franco. Apesar de ter militado em instituição clandestina e comunista, a AP, o ex-governador do Rio, anfitrião do encontro, tinha passado pelo PDS. Era um dos mais veementemente contrários à extensão do mandato do presidente. Votou contra e perdeu. Muitas verbas para seu Estado foram congeladas, as mais visíveis as da extensão do metrô. Até hoje, Moreira vai mal nas pesquisas, tendo sofrido derrota histórica contra Roberto Campos na disputa de uma das vagas para o Senado. Arraes, vai bem, obrigado. Seu neto, Eduardo Campos, líder do PSB na Câmara, diz que o avô foi fundamental para a nacionalização do PSB. ''Ele não precisa ser presidente do partido, a biografia dele, de luta popular, é linda e completa. É o PSB que precisa do doutor Arraes para crescer unido. Em nossa família, na política, somos só ele e eu. Como sertanejo forte que é, ele só pára quando morre.''
Mal com os amigos
Moreira, que se mantém no poder desde FH1, amarga na biografia ter conquistado o horror de ex-aliados. No livro sobre campanhas eleitorais da sua época, o jornalista José Carlos Assis diz que fui - diretora do programa do Horário Eleitoral Gratuito de sua campanha ao governo do Estado do Rio em 1986 - partidária do slogan ''Vou acabar com a violência em um ano''. Errou. Câmeras abertas, foram testemunhas todos os presentes da séria briga que travei com o assessor do candidato para assuntos aleatórios, na época, Roberto Medina, contra a gravação da peremptória fala.
Sessão de gala
Em dias de correria no Congresso, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) não conseguiu resistir a um convite especial. Passou o fim de semana em São Paulo e assistiu ao show de seus ídolos Zezé de Camargo e Luciano, no Olímpia, a convite dos próprios. Vale lembrar que a dupla apoiou, com apresentações isentas de cachê, o então candidato à Presidência, Lula.
''Flor''
O convite do PMDB à senadora Heloísa Helena (PT-AL) pode não ser tão surreal quanto pareceu à primeira vista. Perguntado sobre uma hipotética hostilidade entre a senadora e José Sarney (PMDB-AP), Renan Calheiros (PMDB-AL) não só negou como revelou, enciumado:
- A Heloísa já chama o Sarney até de ''Flor''.
Onze pauladas
Líder da minoria, o senador Efraim Morais (PFL-PB) disse que, para ele, após 11 meses o governo Lula patrocinou ''11 pauladas'' na sociedade brasileira: nos aposentados, nas viúvas, na classe média, nas universidades, nos idosos, nos deficientes físicos, na paridade do servidor, na regra da transição, na integralidade, nos atuais e nos futuros servidores.
Deu no NYT
O New York Times de ontem publicou matéria de comportamento que denuncia a loucura absoluta dos novos tempos. Cada vez mais mulheres estão sucumbindo a cirurgias que cortam parte dos dedos de seus pés para usar bico fino e salto dez, de novo no auge da moda. As chinesas que enrolavam os pés, obedecendo à tradição do figurino dos velhos tempos chineses, se sentem totalmente up to date.
GRAFITE
Pichadores brasileiros,
inspirem-se. A Prefeitura
de Paris está divulgando
para Deus e todo mundo
imagens do que os
grafiteiros andam fazendo
na cidade. A pintura de
fachadas inteiras de
edifícios na capital da
França mostra que, ao
invés de grotescos nomes
no alto de prédios, é
possível exercer com arte a
vontade de aparecer.
JOGO RÁPIDO
A W Brasil lança esta semana
campanha da gravadora
Dubas Brasil, de Ronaldo
Bastos. Com a frase “Retrato
em brancas e pretas da música
brasileira”, criada por
Washington Olivetto, os
anúncios divulgam cinco
CDs, protagonizados pelas
cantoras Wanda Sá, Alaíde
Costa, Sylvia Telles, Elza
Soares e Jussara Silveira.
O Global Compact das Nações
Unidas realiza encontro
internacional anual, de
amanhã a quinta-feira, em
Nova Lima, Minas Gerais.
Nas reuniões, empresas,
governo, sociedade civil,
sindicatos e instituições
acadêmicas compartilham
práticas empresariais e conhecimento
crítico no âmbito
social.
Com Doca de Oliveira e Bruno Arruda