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O ano já acabou para Fla e Vasco

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O ano já acabou para Fla e Vasco


Márcio Mará

As duas maiores torcidas do Rio, que estão entre as três maiores do Brasil, não têm mais pelo que torcer neste Campeonato Brasileiro. Com apenas 10 rodadas disputadas, o ano já acabou para Flamengo e Vasco. Deram adeus à briga pelo título e só têm 1% - isso mesmo, 1% - de chances de se classificar para a Taça Libertadores da América.

Logo esses, os dois clubes mais internacionais do futebol carioca. Os números do matemático Tristão Garcia que dão o ar desalentador ainda enchem de esperanças quanto à briga quase corriqueira contra o rebaixamento à Série B. Só que as fracas equipes vão precisar de um bom gás para fugir do fantasma. Daqui até o fim - ou 32 rodadas restantes -, precisarão pontuar pelo menos 46%.

Equivale à campanha atual do São Caetano, em 11º lugar, com 14 pontos em 10 partidas. A média é de 1,4 ponto por jogo.

Flamengo e Vasco têm, cada um, nove pontos nas 10 partidas disputadas. Seus dirigentes, em vez de ficarem enganando suas torcidas com promessas impossíveis e censuras que não levam a nada, deveriam, sim, tratar de buscar reforços. Para depois não ficarem lamentando a tragédia.

Contraste

Bem longe, o sonho para reforço alvinegro lamentou a goleada sofrida por 4 a 1 para o Palmeiras. Pouco depois de marcar três gols e dar passe para outro nos 7 a 1 do Gamba Osaka, do Japão, sobre o Tokyo Verdy, o atacante Araújo telefonou para o volante Túlio, amigo dos tempos de Goiás, para saber como andava o clube após a demissão de PC Gusmão.

Araújo garante que não foi mais procurado por nenhum dirigente do Botafogo, mas não afastou a possibilidade de acertar com o clube carioca no fim da temporada.

Segundo Túlio, Araújo brincou, dizendo que o Botafogo tem que ser campeão brasileiro para que ele já chegue numa equipe vencedora.

Marcação pela vaga

O meia Felipe, do Fluminense, terá trabalho dobrado para se destacar em sua reestréia, no clássico de domingo, contra o Botafogo.

Deverá sofrer marcação especial do volante Jonílson, que não atuou na goleada para o Palmeiras, mas está recuperado da lesão na região da bacia e voltará à equipe alvinegra na partida.

Jonílson acredita que se conseguir parar o craque tricolor conquistará a confiança do técnico Péricles Chamusca - o jogador era titular absoluto de PC Gusmão.

Churrasqueiros

Renato Gaúcho continua desempregado porque quer. O treinador não aceitou convite para dirigir o Ceará.

Fez questão de indicar o amigo conterrâneo e churrasqueiro Valdyr Espinosa. Renato, na verdade, aguarda convite de clube grande.

Tristeza rubro-negra

Amigos chegados de Diego garantem que o goleiro do Flamengo não está nada bem com a péssima fase do clube.

Vive cabisbaixo, de mau humor. Além disso, anda insatisfeito com o comportamento de alguns companheiros, que vivem rindo em meio à crise rubro-negra.

São-paulino roxo

Na apresentação da equipe de Ronaldinho de automobilismo, A1 GP, um torcedor são-paulino estava ansioso para saber o resultado da partida contra o River Plate.

O atacante Denílson, do Bétis, vibrou muito com o terceiro gol. Deixou escapar também que sonha encerrar a carreira no clube que o projetou.

Haja estrela

Esta é do Vasco. O ano era 1980. O elenco contava com o craque Paulo César Caju, que teve rápida aparição no clube. Certo dia, o jogador recebeu do banco em São Januário um cheque cinco estrelas. Aproveitou para tirar onda com o colega Peribaldo (com b mesmo), atacante que veio do futebol baiano.

- O meu é cinco estrelas. E o seu, tem alguma?

Peribaldo não resistiu à provocação.

- Não. Mas não tem problema. Estrela você vai ver agora! - gritou, partindo para agredir Paulo César Caju.

Testemunhas afirmam que, realmente, estrela não faltou no episódio.


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[05/JUL/2005]


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