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O vôo solo de PC Gusmão

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O vôo solo de PC Gusmão


MÁRCIO MARÁ

Pela terceira semana seguida, Paulo César Gusmão experimenta a doce sensação da liderança do Campeonato Brasileiro, ainda que dividida com Santos e Fluminense. O técnico do Botafogo vai, aos poucos, começando a se livrar do estigma de comandado de Vanderlei Luxemburgo e alçando vôo solo em sua carreira. Mas não pode negar a forte influência do mestre.

Mesmo na Espanha, Vanderlei Luxemburgo não perde um jogo do Botafogo. Depois liga para PC e faz as observações. Domingo, fez questão de parabenizar PC pelo sucesso no início de Brasileiro.

Só que, ao contrário do que muita gente pensa, não é só Vanderlei Luxemburgo que dá conselhos a PC. Por ter sido homem de confiança do atual técnico do Real Madrid, PC até hoje é consultado.

Ainda no Santos, Vanderlei Luxemburgo chegou, durante uma partida, a ligar para PC, então técnico do Flamengo, que a assistia pela TV, para ouvir sua opinião.

Isso é que é moral.

Recorde à vista

Se o Botafogo de PC Gusmão e o Fluminense de Abel Braga - além do Santos - conseguirem a quarta vitória seguida no Brasileiro no próximo fim de semana, vão bater novo recorde.

Superarão o Figueirense de 2004 como clubes com maior número de vitórias seguidas no início da competição.

Detalhe de Seleção

De olho nas vagas das duas laterais da Seleção Brasileira - logicamente para a reserva de Cafu e Roberto Carlos -, Cicinho e Leo, voando no São Paulo e no Santos, vão ter de provar ao técnico Carlos Alberto Parreira que podem se adaptar ao esquema 4-4-2.

Nesse ponto, Cicinho leva vantagem, por já atuar no esquema com Paulo Autuori.

Egos do basquete

A queda-de-braço entre o presidente reeleito da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis, o Grego, e o ídolo Oscar Schmidt, criador da Nossa Liga, ocorre na verdade por causa de egos.

Grego só vai reconhecer a Nossa Liga se for procurado por Oscar, que não quer dar o braço a torcer para Grego.

Por isso, a briga se arrasta.

Felipe com a 5

Cumprindo suspensão imposta pelo STJD, o meia tricolor Felipe prepara homenagem especial para seu filho, Lucas, quando voltar a atuar pelo Fluminense, provavelmente no clássico contra o Botafogo, no dia 10 de julho.

Por conta da superstição, o craque tricolor vai deixar de usar a camisa 10 e pedir ao volante Marcão que lhe empreste a de número 5, mesmo que fique no banco de reservas.

Felipe escolheu o número por causa das várias coincidências que cercaram o nascimento de Lucas: o nome tem cinco letras, ele nasceu no dia 5/5/2005, numa quinta-feira, com 51cm.

Artilheiros do Japão

Três brasileiros aparecem entre os quatro maiores goleadores na tabela do Campeonato Japonês. Em primeiro lugar está Washington, com nove gols, ex-Atlético Paranaense, artilheiro do Brasileiro-2004 e recordista da competição, com 34 gols na temporada.

O único não-brasileiro a entrar no bolo da artilharia é o japonês Masashi Oguro, do Gamba Osaka, com oito gols.

A seguir, aparecem Araújo (ex-Goiás), do Gamba Osaka, e Magno Alves (ex-Fluminense), do Oita Trinita, com seis gols.

Aliás, os dois foram os principais responsáveis pela vitória de suas equipes na rodada do fim de semana. Magno Alves fez o único gol do Oita, na vitória sobre o Kawasaki Frontale, enquanto Araújo abriu o placar da vitória do Osaka, por 3 a 1, sobre o Nagoya Grampus.

Faixa do quê?

Essa é recente, mas faz lembrar um saudoso personagem folclórico do futebol brasileiro, o eterno presidente do Corinthians Vicente Matheus. Agora, o cartola é Raimundo Queiroz, atual presidente do Goiás.

Quando era diretor de futebol do clube goiano, em 2002, reunia a comissão técnica para fazer balanço do elenco. Ao falar sobre qualquer jogador, soltava a frase clássica.

- Fulano de tal joga muito bem naquela faixa etária.

A comissão técnica prendia sempre o riso e ficava sempre constrangida em corrigir o então diretor, que por um bom tempo continuou cometendo o erro.


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[10/MAI/2005]


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