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Mais investimentos para o Rio


O secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, Humberto Mota, anuncia que o grupo alemão ThyssenKrupp já tem planos de expansão do complexo siderúrgico que será construído no Estado em parceria com a Vale do Rio Doce. De acordo com Mota, novos investimentos dos setores farmacêutico e de cosmésticos poderão ser anunciados no estado ainda este ano.

O senhor acaba de voltar de um tour pela Europa. Qual é o saldo da viagem?

- Estive em Dusseldorf, na Alemanha, na sede da ThyssenKrupp, que vai construir um complexo siderúrgico no Rio, em parceria com a Vale do Rio Doce. Num jantar com a alta direção da companhia, levei o apelo da governadora para que eles acelerassem as obras.

E qual foi a reação?

- O cronograma de construção da fábrica está apertado, com a inauguração prevista para 24 de julho de 2008. Mas vamos continuar trabalhando. Eles nos adiantaram que pretendem elevar a produção total, prevista em 4,4 milhões de toneladas anuais de aço, para 10 milhões de toneladas em 2010. Além de enviar parte da produção para a Europa, a empresa também pretende escoar uma parcela para seus laminadores nos Estados Unidos.

O senhor também esteve na Inglaterra.

- Tive um encontro com o embaixador brasileiro na Grã-Bretanha, José Mauricio Bustani. Londres vai sediar um encontro internacional sobre o Protocolo de Kyoto, no próximo dia 17, e queremos tornar o Rio de Janeiro uma das praças mundiais de negociação dos créditos de carbono, mercado que surge com o Protocolo. Pretendemos usar as instalações da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) para sediar esse mercado no Brasil.

O governo fluminense está discutindo com a Petrobras e com o grupo Ultra detalhes sobre a construção de um pólo petroquímico no Estado. O que já foi definido?

- A Petrobras, a pedido da governadora, aprofundou estudos sobre possibilidade de estabelecer o complexo no norte do Rio, que é a região mais pobre do estado, mas ainda não obtivemos resposta. Estimamos que os investimentos para esses projetos atinjam R$ 18 bilhões. O empreendimento deve entrar em operação em 2012.

Que outros investimentos no Rio poderão ser anunciados este ano?

- Somando os valores anunciados para os setores siderúrgico, petrolífero, petroquímico e farmacêutico, o estado teve um acréscimo de R$ 50,1 bilhões para os próximos anos em novos investimentos previstos desde o final de 2004. A governadora também acaba de receber a visita de executivos da L'óreal, que estão interessados em ampliar produção no estado. Também podemos ter novidades da Michelin (fabricante de pneus) e do laboratório francês Servier, que poderá sediar no Rio seu quarto centro mundial de produção de princípios ativos.

O governo paulista tem conseguido bons resultados reduzindo o ICMS para alguns setores produtivos, como o couro-calçadista e o de cana-de-açúcar. Mesmo com alíquota menor, a receita tem aumentado. Há algo em estudo nesse sentido no Rio de janeiro?

- No ano passado reduzimos 45 alíquotas e os primeiros resultados foram muito bons.

O governo federal firmou um acordo para votação da segunda etapa da reforma tributária no dia 29. Entre outros itens, o projeto prevê a unificação da alíquota mínima de ICMS. Que impacto isso terá no Estado?

- Somos favoráveis à reforma, porque isso vai acabar com a guerra fiscal.

Quais são suas expectativas para o desempenho do comércio exterior fluminense em 2005?

- Em 2004, tivemos um superávit de cera de US$ 200 milhões na balança comercial do estado (US$ 7,1 bilhões em exportações, ante US$ 6,9 bilhões de importações). Nesse ano, por causa do aumento previsto da produção de óleo pesado da Petrobras, em 500 mil barris, acredito que os números de exportação vão ter um aumento significativo.

Que influência a preparação da capital para os Jogos Pan-Americanos de 2007 está tendo sobre a atividade industrial do Estado?

- Estamos trabalhando para que a indústria local seja fornecedora de produtos para o evento, como móveis e equipamentos. A idéia é replicar a experiência que tivemos com a Thyssen, que vai fazer compras da ordem de US$ 500 milhões.


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[13/MAR/2005]


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