A pesquisa de mercado do Banco Central junto a instituições financeiras pode mostrar uma piora da expectativa para a inflação deste ano, em razão da pressão sobre os indicadores de preços de dezembro. As projeções devem começar a incorporar o reajuste da gasolina e do óleo diesel autorizados pela Petrobrás, na semana passada, e a percepção dos analistas de que o aumento anunciado é insuficiente para equalizar a defasagem entre os preços nos mercados interno e externo.
Já para o ano que vem, alguns analistas esperam ver o começo de um processo de desaceleração das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Há três semanas consecutivas, a projeção média para a inflação do ano que vem é de 5,9%, contra os 5,1% que o BC pretende perseguir. A meta oficial ainda é de 4,5%, mas o mercado praticamente a abandonou.
Desde quando o Comitê de Política Monetária (Copom) intensificou o movimento de ajuste da Selic (outubro) - mês em que o aumento foi de 0,5 ponto percentual -, os analistas disseram que as estimativas para a inflação começariam a se estabilizar, o que de fato ocorreu. O próximo passo, que é o esperado para começar a acontecer a partir da pesquisa que será divulgada hoje, é o início do movimento da convergência das expectativas para os 5,1%.
Na ata da última reunião do Copom, divulgada na semana passada, os diretores do BC, mais uma vez, disseram que estarão prontos para combater qualquer risco que comprometa a meta de 2005. Com isso, o mercado de renda fixa começa a projetar novo ajuste de 0,5 ponto percentual em dezembro e a proximidade do fim do aperto monetário.
Revisão
Os economistas do Bradesco revisaram para baixo suas estimativas para a inflação do ano que vem, de 5,98% para 5,86%. A alteração foi pautada pelo cenário cambial mais favorável. Segundo os especialistas, o câmbio poderá influenciar de forma benéfica os preços de alguns produtos industrializados.
Abaixo dos 400
O mercado espera que nesta semana o risco-Brasil, medido pelo índice Embi*, do J.P. Morgan, consiga romper para baixo a barreira dos 400 pontos. Na sexta-feira, o indicador fechou a 413 pontos. A melhora na taxa de risco e a queda do dólar no mercado internacional sugerem que o governo brasileiro pode estar perdendo a oportunidade de captar dinheiro no exterior com prêmio mais baixo.
Reforma ministerial
Os palpites para a reforma ministerial não param de aparecer. Na bolsa de apostas, um nome inusitado surge para o Ministério do Planejamento. Uma fonte com influência sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma pelos corredores de Brasília que a senadora Roseana Sarney (PFL-MA) poderá ocupar o lugar que era de Guido Mantega mesmo sendo de um partido da oposição. Roseana passou os dois anos do governo Lula votando com o grupo do pai, José Sarney (PMDB-AP), que controla outros pefelistas.
Brasil no Iraque
E não é que o Brasil pode acabar participando da reconstrução do Iraque? O ministro do Petróleo do Iraque, Thamir Abbas Ghadhban, informou ao presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil Iraque, Jalal Chaya, que seu país quer retomar cooperação técnica com a estatal brasileira. Em abril, Ghadhaban participará de encontro de executivos de estatais do petróleo no Rio de Janeiro. Na década de 80, o Brasil trocava automóveis Passat por petróleo iraquiano. O programa de cooperação técnica com a Petrobras foi interrompido com o embargo decretado pela ONU e suspenso após a mudança de governo.
Registro
A Abamec- RJ elegeu Jean Philippe Leroy, do Bradesco como profissional de RI do ano.
Boas perspectivas
Para o presidente da AGF Seguros do Brasil, subsidiária brasileira do Grupo Allianz, Max Thiermann, o segmento Saúde é o ramo com maior perspectiva de crescimento dentro da companhia em 2005. ''Deve crescer 18% em relação a 2004, enquanto outros ramos margearão índices entre 14% e 18%'', projetou.