A semana é curta, mas a inflação mantém sua posição de destaque. A ausência dos mercados americanos hoje, em razão do feriado do Dia do Trabalho, e o ritmo lento no mercado doméstico, por conta do feriado de amanhã (Dia da Independência), reduzem o volume de operações. Nas corretoras, o esquema é de plantão.
Os negócios de hoje não devem ser encarados como tendência de curto prazo para os principais ativos cotados nas bolsas brasileiras, uma vez que o volume reduzido pode patrocinar oscilações mais bruscas das cotações. Uma operação de compra pontual de dólares, por exemplo, pode inverter a tendência de baixa da moeda americana.
No retorno do feriadão, os investidores voltarão suas atenções para os indicadores de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto será conhecido na sexta-feira e a expectativa é de desaceleração. Os economistas do banco Santos estimam 0,54%, contra 0,91% de julho. O mercado, também, conhece nesta semana os primeiros sinais do comportamento dos preços no mês de agosto, com a divulgação da primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado. No mês passado, o IGP-M, da Fundação Getulio Vargas, ficou em 1,22%.
A desaceleração dos preços será crucial para que a Selic permaneça nos atuais 16% ao ano até o final de dezembro. Na ata da última reunião, os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) foram claros em dizer que fará o possível para manter a convergência dos preços para a meta de inflação deste e do próximo ano, mesmo que isso signifique aumento da taxa básica.
O elogio do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) à política monetária brasileira pode ser um novo ingrediente para as projeções do mercado de juros a partir da quarta-feira, quando os negócios voltarem ao normal. Mas, o executivo do Fundo também chamou a atenção para os índices de inflação que será monitorada de perto pelos agentes financeiros.
Inflação em queda
Os preços podem começar a experimentar um ritmo de desaceleração. Pelo menos é o que esperam alguns economistas. Essa ala do mercado acredita que não haverá necessidade de o Comitê de Política Monetária aumentar a Selic até o final do ano. Para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas (IPC-Fipe), a própria Fipe estima 0,4% em agosto, contra 0,99% de julho. Já os economistas do Bradesco, chefiados por Octavio de Barros, dizem em relatório distribuído a clientes que o indicador deve ficar entre 0,45% e 0,50% nos próximos meses.
Emissão em vista
A viagem que o secretário do Tesouro Nacional faz, nesta semana, ao mercado internacional alimenta ainda mais as expectativas dos analistas sobre uma emissão de papéis brasileiros no exterior. Outro indício de que o secretário viaja para tratar do assunto é que no próximo dia 30 de setembro estarão vencendo 610 milhões de euros em dívida do país.
Previdência corporativa em alta
Passou desapercebido na divulgação do balanço da Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp) o avanço dos planos de previdência corporativos. Conforme a entidade, em julho, esses planos somavam 101.428 no país, contra 78.019 planos do mesmo período do ano passado. No comparativo com janeiro deste ano, o aumento foi de 38,9%.
A saúde dos publicitários
A Omint, operadora de planos de saúde de alto padrão, conquistou as contas da Mccann Erickson, Loducca e Motivare. A companhia, que já atende a Talent, a F/Nazca e a AlmapBBDO, fechou o primeiro semestre com mais de 50 mil vidas em sua carteira de clientes.
Tributação energia
As questões ligadas aos excessos de tributação no setor energético estimularam a organização de um workshop sobre o tema. No próximo dia 15, advogados, empresários e sociedade civil se reúnem no Hotel Sofitel no Rio de Janeiro, para discutir, através de painéis e debates, a tributação no setor energético e seus abusos. A organização é da Câmara Britânica de Indústria e Comércio do Rio de Janeiro.