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Que viva México!

De olho no concorrido mercado cervejeiro do México, a Ambev segue estudando a melhor alternativa para entrar no país. A companhia, que já tentou negociar com a Tecate, há cerca de 4 anos, avalia as possibilidades de entrar com marca própria ou adquirir um player local.

Seja qual for a escolha feita pela Ambev, presidida por Marcel Hermann Telles, a companhia deve investir em um sistema de distribuição própria naquele país. O acordo com uma engarrafadora centroamericana da Pepsi, saudado por bancos internacionais de peso como o Credit Suisse First Boston, já foi um sinal importante, ainda que modesto, desta atração pelo primo pobre do Nafta.

Prazo fatal

A Bombril tem dez dias, a partir do recebimento da intimação, para recorrer da decisão da Justiça Federal do Rio que a obriga a fechar o capital da empresa. Se não recorrer, a companhia terá 30 dias para cumprir a decisão judicial. Passado esse prazo, as ações dos controladores serão arrestadas como forma de garantir o processo.

Sinais da trégua

Uma comparação de prazo mais longo dá bem a medida da bomba desarmada pelo país. No dia 1 de agosto deste ano, a taxa de juro anualizada de um título do governo chegou a 35%, um prêmio de 33,6 pontos sobre papel de prazo equivalente do Tesouro americano. Hoje, a taxa de juros desses papéis ficou em 15%, com o spread caindo 20 pontos percentuais. No mesmo período, o prêmio de risco dos papéis mais longos caiu sete pontos percentuais, pelo cálculo da Tendências.

Tudo somado, é sinal de que o medo de um atraso no pagamento da dívida pública reduziu-se significativamente, particularmente depois de a oposição render-se à necessidade de um acerto com o FMI.

Prejuízo dobrado

As perdas do último balanço da Corus chamaram a atenção de acionistas minoritários da CSN, com quem a siderúrgica anglo-holandesa negocia uma fusão. Benjamin Steinbruch tem como argumento forte para a aproximação exatamente o ganho potencial das duas empresas, mais do que o aporte direto de capital pelo sócio estrangeiro.

Assim, a perda operacional da Corus não seria um problema tão grave. Pode ser. Difícil, nesse quadro, é contornar a resistência da Valia, fundo de pensão dos funcionários da Vale do Rio Doce.

Que, por sinal, já tenderia a opor-se ao negócio, dada a preocupação da mineradora com a exportação do minério de Casa de Pedra, a jazida própria da CSN. Nem o aceno da Corus quanto a uma duplicação de quatro para oito milhões de toneladas nas encomendas junto à Vale acalmou a empresa.

Inimigos à parte

A Dow, por muito tempo, foi a principal adversária da Odebrecht na disputa pelo comando da petroquímica do Nordeste. Resolvida a questão com o surgimento da Braskem, unindo a Copene e fabricantes de resinas sob o comando da Odebrecht e do grupo Mariani, a hora é de negociar.

Sem o aval da Braskem, a Dow e a Basf não tem como viabilizar sua megafábrica de monômero de estireno, orçada em US$ 300 milhões. E os baianos precisam gerar caixa, para cobrir a dívida com a compra da central de matéria-prima. Chegou-se a falar em uma sociedade, mas esta saída por ora está descartada. Na base do contrato de fornecimento e do adiantamento para as obras de expansão da oferta de eteno, aí tem jogo. E muito, muito rápido.

Mercosul on line

Os internautas americanos são menos autorreferentes e isolacionistas do que faria supor a vã filosofia da turma texana de George Bush filho. Em duas semanas de vida, o novo site do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), presidido pelo ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia, registra uma média de 70 acessos por dia, sendo 41,74% originados dos Estados Unidos. Pouco menos do que o Brasil, origem de 52,87% dos acessos. E do Uruguai, país vizinho e membro do Mercosul, apenas 2,59%.

Com Carla Falcão

[16/SET/2002]

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