O batom Glam Shine brilha, parece aumentar os lábios com seu cintilar de microcristais. Tem cores
rosadas, marrons ou simplesmente é transparente. Portanto, se adapta ao gosto nacional, que preza
um toque natural na maquilagem. Afinal, segundo as pesquisas da L´Oréal Paris, 90% das brasileiras
não saem sem batom na bolsa, e o gloss está virando um favorito. E tem mais: incluam o Glam Shine
na nécessaire se planejam viajar agora para o inverno no Hemisfério Norte. Porque – acreditem,
fiz o test-drive – o tal brilho colorido é uma delícia contra o ressecamento dos lábios. Na foto,
a musa Laetitia Casta, toda em rosa, com o Glam Shine Fuchsia Crystal.
PERFUMADOS
Absinto, genebra e lima. São
ingredientes perfeitos para um
coquetel clássico. E também servem
de notas de base e saída de um
novíssimo perfume masculino, como
o Higher Energy, lançado pela
Christian Dior. Tem loção pós-barba
R$ 129), desodorante (R$ 84) e a
água de toalete em frasco de 50 ou
100ml (desde R$ 189).
UM PEDIDO
Nada contra a manteiga nacional.
De vez em quando, faço uma
extravagância e tiro da prateleira o
pacotinho dourado da Président, sem
sal. Só que na temporada parisiense
descobri a versão Motte, da mesma
marca, que tem grãos de sal marinho
– uma loucura. Por favor, senhores do
mercado Zona Sul, incluam a Motte
na lista de importações.
LENDA
SEXY
Qual a primeira característica
lembrada quando se fala em
moda brasileira? A sensualidade.
Uma maneira nossa de interpretar
a graça e a feminilidade das garotas
e beldades que se esforçam
para manter um corpo perfeito, e
fazem questão de exibi-lo, através
de roupas justas e reveladoras.
Esta é a nossa lenda, o mito do
estilo brasileiro. Tomando como
exemplo a carioca, a impressão é
outra. As meninas de Ipanema dificilmente
saem da praia só de biquíni.
Vestem camiseta, vestidinho
ou calça cargo quando vão até um
quiosque no calçadão. De biquíni,
fora da areia, pode apostar que é
turista. No verão de 2003, todas as
coleções propunham a minissaia
nos desfiles e vitrines. Qual foi o
sonho de consumo das cariocas? A
saia longa, em jeans. Seguida pela
cápri com regulador na barra, de
preferência em tactel rosa. A calça
de cós muito baixo agrada, desde
que disfarçada por um casaquinho
ou canguru amarrado nos quadris.
Qual a conclusão? Que há uma
lenda em relação ao estilo sexy,
beirando o vulgar, o explícito. Temos
uma moda leve, insinuante,
colorida, que circula pelas cidades.
Claro, há a vestimenta caricata,
decotada, transparente, cavada,
colante. Ela tem um consumo especial.
Seria bom corrigir a imagem
da sensualidade da nossa moda,
para acabar com a impressão de
que ela se dedica apenas ao grupo
que se veste como se embalasse o
corpo como mercadoria.
ARCO -ÍRIS
NOS PÉS
Dá vontade de ter todas as cores
da sapatilha Boneca, da Parresh
(foto), das mules da Arezzo. Nossa,
vamos caminhar em tecnicolor.
PARA 2004
O ano que vem vai ser muito
Vuitton no Rio. Já deverá estar
inaugurado o espaço nobre na
Garcia d´Ávila, equilibrando
o visual da calçada oposta,
onde impressiona a fachada
da H.Stern. E as executivas
exigentes marcarão os
compromissos nas novas
agendas com capinhas de couro
ou com o logo multicolorido.
LENTES DE PERTO
Mais uma opção para quem anda com dificuldade para ler os classificados,
mas não pretende aderir aos óculos: lentes de contato gelatinosas. Melhor
ainda: são multifocais e duram até seis meses. A novidade é da Solótica,
maior fabricante nacional de lentes de contato. Pelo menos uma vantagem
para quem é míope desde sempre: além de diminuir o grau para longe,
a idade não traz esta história de vista cansada, ou presbiopia.
VERDE GERAL
Que o verde, em tons menta, hortelã, clorofila, aniz, amêndoa, maçã, bandeira
ou garrafa está em todas as coleções para vestir nós já sabíamos. Agora, ele
invade a casa, como demonstra o sofá Céu, criado pelo Bernard Senna para a
Celina. Já entrou como vencedor, pois ganhou o prêmio na Expo Design Brasil.