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O mundo imundo de Allan Sieber

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O mundo imundo de Allan Sieber


O Anima Mundi já acabou, mas vamos falar só mais um pouquinho de animação... quer dizer, de quadrinhos: a coluna desta semana é sobre o Allan Sieber, que faz as duas coisas. Era pra ter sido a da semana passada, mas ele tinha saído para fazer mais uma tatuagem. Ele parece aquele personagem do Rod Steiger no filme Uma sombra passou por aqui.

JAGUAR e Fausto Wolff são personagens de ‘Santa de casa’

Allan, 33 anos, tem 13 de carreira. Começou em Porto Alegre e, em 1999, se mudou para o Rio, onde fez o primeiro curta de animação, o premiadíssimo Deus é pai, que chegou a ser banido pela Igreja católica. No ano seguinte foi a vez de Os idiotas mesmo, seguido de Petrúcio Felker (2001). Os filmes eram toscos, por causa disso ele batizou a sua produtora de Toscographics. Deus é pai foi feito com o menor orçamento do mundo: apenas R$ 1,99 (preço de dois cachorros-quentes na época).

Mas seu plano de fazer um filme por ano emperrou quando começou a superprodução Santa de casa. Esse contou até com patrocínio da Riofilme e do Procardiaco, mas, em vez da tosqueira habitual, Allan resolveu fazer um filme caprichado, por isso demorou tanto. Mas já está quase pronto. Deve ser lançado no Festival de Vitória e, com certeza, será um dos favoritos do Anima Mundi do ano que vem. Santa é baseado no conto Santinha milagrosa, de Aldir Blanc, que também é personagem do filme. Aliás, ele está cheio de participações especiais: Jaguar, Fausto Wolff e até mesmo Nataniel Jebão.

Mas vamos falar de quadrinhos, que senão a galera reclama. Além de ter lançado recentemente a revista F..., em parceria com Leonardo e Arnaldo Branco, Allan está sendo publicado com regularidade pela Conrad, que no ano passado lançou Preto no branco, compilação de suas tiras que começaram na internet no site www.tonto.com.br. Agora foi lançado Vida de estagiário (104 páginas, R$ 24), que mostra o calvário do infeliz Ozéas, estagiário de uma agência de publicidade muito parecida com a de Os idiotas mesmo, só que aqui o dono, em vez de Macedão, se chama Almeida. Ozéas sofre o tempo todo. Allan fala no prefácio que nunca foi estagiário, mas dizem as más línguas que ele começou limpando privadas no estúdio de Otto Guerra.

ABRE ALAS
No antigo Pasquim havia uma seção chamada Abre Alas, onde eram revelados novos talentos. Muita gente boa começou lá. Agora este espaço está de volta. E, pra começar, temos a Chiquinha, uma maluca de Porto Alegre que, como Allan, também migrou pro Rio, onde é estagiária da Otacorps e sofre mais que o Ozéas. Chiquinha pretende disputar o mercado feminino lado a lado com Maitena e Hélène Brullet (citada na coluna da semana passada), só que a praia dela é o universo adolescente.

PERSONAGEM DA SEMANA

E desta vez vamos mostrar um que ninguém conhece! Este caubói fofinho saiu em dois ou três gibis da editora Dell no início dos anos 60, mas surgiu originalmente num anúncio: era garoto-propaganda de um cereal da Nabisco. Seu nome é um trocadilho infame, Buffalo Bee, que, numa tradução livre, caso tivesse sido publicado aqui, poderia ter recebido o nome de... hum... Kid Abelha!

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[18/JUL/2005]


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